/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/A/X/q6w0MWTF6Rp9DBs3MtOA/113693397-pa-brasilia-df-29-01-2026-governador-de-sao-paulo-tarcisio-de-freitas-chega-para-visitar.jpg)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, decidiu que não quer Gilberto Kassab como vice em sua chapa à reeleição após se irritar com uma declaração do presidente do PSD sobre a relação do governador com a família Bolsonaro, conforme informações da colunista Letícia Casado, do UOL.
A avaliação foi feita nos bastidores depois que Kassab mencionou o termo “submissão” ao tratar do vínculo político entre Tarcísio e o ex-presidente. A fala que causou desconforto foi dada por Kassab em entrevista ao UOL.
“[Tarcísio] tem que estar sempre mostrando qual foi a importância do ex-presidente Bolsonaro na sua carreira, na sua eleição de governador. Mas é fundamental que ele tenha a sua identidade. Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão”, disse.
A declaração foi mal recebida por Tarcísio, que externou incômodo a aliados e interlocutores. Publicamente, o governador rebateu a avaliação e negou qualquer relação entre sua postura política e submissão.
“Absolutamente nada a ver com submissão. […] É fácil você ficar do lado quando a pessoa está bem. Difícil — e você às vezes não tem muito isso na política — é estender a mão quando a pessoa está na pior, quando ela precisa da sua ajuda, quando a pessoa perdeu o poder, quando a pessoa está privada da sua liberdade”, afirmou durante um evento em São Paulo.
Apesar da irritação, Tarcísio procurou minimizar o episódio ao comentar o papel de Kassab como dirigente partidário. Segundo ele, o presidente do PSD expressou uma posição pessoal. “Ele é um dirigente nacional importante e fala como dirigente nacional dentro daquilo que ele acredita. […] Ele é uma pessoa que tem suas opiniões próprias, e problema nenhum também”, declarou.

Impacto na composição da chapa
Kassab foi um dos principais fiadores da candidatura de Tarcísio em 2022 e chegou a ser cotado para ocupar a vice em uma eventual reeleição. Além de presidir o PSD, ele é secretário de Governo e Relações Institucionais na atual gestão paulista.
Com o desgaste provocado pela declaração, outros nomes passaram a ser considerados para a vaga. Entre os mais citados estão o atual vice-governador Felicio Ramuth (PSD) e o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL). O governador, no entanto, tem afirmado que a definição sobre o vice ficará para um momento mais adiante.
Tarcísio também afirmou ter uma “relação muito próxima” com Jair Bolsonaro e avalia um “alinhamento absoluto e total” entre sua estratégia eleitoral em São Paulo e o PL.