Israel avança no Líbano mesmo com cessar-fogo e intensifica ofensiva contra civis e vilarejos

Atualizado em 31 de maio de 2026 às 15:11
Castelo de Beaufort durante incursão do exército de Israel divulgado pelo porta-voz militar Avichay Adraee – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Tropas israelenses capturaram uma posição estratégica no topo de uma montanha, onde fica o castelo de Beaufort, próximo à cidade de Nabatieh, no sul do Líbano. A operação é considerada a incursão mais profunda do exército israelense no país em mais de 26 anos. Com informações do G1.

A tomada ocorreu após dias de combates intensos e ataques aéreos em vilarejos vizinhos, onde soldados enfrentaram integrantes do Hezbollah na região montanhosa. O avanço israelense ocorreu mesmo com um cessar-fogo nominal em vigor desde 17 de abril.

Em declaração neste domingo (31), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a captura do castelo representa uma “mudança drástica” na campanha contra o Hezbollah. “Rompemos a barreira do medo. Estamos tomando a iniciativa, estamos operando em todas as frentes – na Síria, em Gaza, no Líbano”, disse.

O porta-voz militar Avichay Adraee publicou fotos mostrando tropas israelenses ao redor do castelo. Israel já havia tomado Beaufort em 1982 e o manteve até a retirada do Líbano em 2000. Segundo o exército, a operação foi lançada na cordilheira de Beaufort e no vale de Suluki, visando desmantelar a infraestrutura do Hezbollah e remover ameaças contra civis israelenses.

As tropas avançaram por vilarejos próximos após cruzar o rio Litani, usado como fronteira de fato. Elas estão agora a cerca de 5 km de Nabatieh, um centro estratégico no sul do Líbano. Não houve comentário imediato do Hezbollah ou do governo libanês sobre o avanço.

O conflito começou em 2 de março, quando o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel, dois dias após ataques de EUA e Israel contra o principal aliado do grupo, o Irã. Desde então, Israel iniciou invasão terrestre, capturou dezenas de vilarejos e cidades libanesas próximos à fronteira, e o conflito já deixou 3.350 mortos no Líbano e mais de 1 milhão de deslocados.

Mapa do Líbano Meridional: Geografia Estratégica Simplificada