Bombardeios de Israel matam duas pessoas, incluindo menino de 4 anos, em Gaza

Atualizado em 23 de agosto de 2026 às 18:47
Meninos palestinos empinam pipas no campo de refugiados de Balata
Meninos empinam pipas no campo de refugiados palestino de Balata, na Cisjordânia ocupada. Foto: Reprodução

Dois bombardeios de Israel mataram ao menos duas pessoas, incluindo um menino de quatro anos, e deixaram sete feridos no centro da Faixa de Gaza neste domingo (23), segundo autoridades de saúde palestinas que atuam sob a administração do Hamas. Com informações de Folha de S.Paulo.

O primeiro ataque atingiu um prédio na cidade de Zawayda. Moradores disseram que o Exército israelense havia orientado os proprietários dos imóveis a deixar a área. O segundo bombardeio ocorreu no campo de refugiados de Nuseirat.

Os ataques aconteceram depois que o gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu advertiu que Israel intensificaria a ofensiva caso não cessassem imediatamente os lançamentos de balões, drones e pipas de Gaza em direção ao território israelense.

A imprensa israelense noticiou que uma pipa caiu neste domingo e que outras quatro foram encontradas no sábado (22) em comunidades próximas à fronteira. Os objetos não tinham explosivos, mas o Exército afirmou acreditar que o Hamas poderia estar testando a reação israelense. O grupo negou envolvimento.

Gaza – Foto: Reprodução

Hamas contesta justificativa para os ataques

Basem Naim, integrante da alta cúpula do Hamas, escreveu no X que as pipas partiram de “crianças que buscam sua infância inocente entre os escombros”. Em outro comunicado, o grupo acusou Israel de usar os objetos como pretexto para bombardear o centro de Gaza.

O cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025 enfrenta acusações de descumprimento. Turquia, Qatar e Egito, países que participaram da mediação, afirmam que Israel não realizou a retirada prevista no acordo e mantém soldados em boa parte do território palestino.

Israel declarou na noite de sábado que matou Sharif Al-Hasnat, apontado pelo governo como um integrante de alta patente do Hamas, em Deir Al-Balah. Segundo o comunicado israelense, ele comandava esforços para restaurar a “infraestrutura subterrânea” do grupo. O Hamas acusa Israel de prejudicar o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar o conflito, que também prevê o desarmamento da organização.

Abu Ahmed, palestino deslocado que estava abrigado perto do prédio destruído, contestou a continuidade da trégua. “Não há cessar-fogo, não há nada”, disse. “Queremos soluções, queremos viver em paz.”

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