
Um ataque israelense contra um carro no sul do Líbano matou três jornalistas libaneses neste sábado (28), segundo a emissora Al Manar. O veículo foi atingido enquanto os profissionais estavam em deslocamento na região, próxima à cidade de Jezzine.
Entre as vítimas estão o repórter Ali Shaib, da Al Manar, e a repórter Fatima Ftouni, da Al Mayadeen, um canal de televisão libanês. O ministro da Informação do Líbano informou que o cinegrafista Mohammed Ftouni, irmão de Fatima, também morreu no ataque.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que nove paramédicos morreram em cinco ataques distintos contra serviços de saúde no sul do Líbano no mesmo dia. Segundo o órgão, outros sete profissionais ficaram feridos.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, condenou os ataques e afirmou que a situação compromete o funcionamento da rede de saúde. Quatro hospitais e 51 centros de atenção primária estão fechados, enquanto outras unidades operam com capacidade reduzida.
As Forças Armadas de Israel afirmaram em comunicado que “eliminaram” Shaib, a quem classificaram como integrante da força Radwan, ligada ao Hezbollah, que “operava há anos sob o disfarce de jornalista”. A nota não mencionou os demais mortos nem apresentou provas para a acusação.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que os jornalistas eram “civis cumprindo seu dever profissional” e declarou que “trata-se de um crime descarado que viola todos os tratados e normas que garantem aos jornalistas proteção internacional em tempos de guerra”. O conflito envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos completou um mês neste sábado (28).
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