Janot chama Aras de “pândego”, mas quem avacalhou o MPF foram ele e os golden boys de Curitiba

Dallagnol e Janot

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot atacou seu sucessor Augusto Aras no Twitter.

Janot endossou uma declaração do procurador Roberson Pozzobon, o “Robito”, parceiro de Deltan Dallagnol na Lava Jato, segundo o qual o “desenho institucional do Ministério Público” estabelecido pela Constituição de 1988 está sob ameaça.

“E está mesmo! Pior cego é aquele que não quer ver!”, escreveu Janot.

Em live com o grupo Prerrogativas, Aras descascou a República de Curitiba.

Afirmou, entre outras coisas, que “não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos, com caixas de segredos” para “chantagem e extorsão”.

Janot ainda chamou Aras de “pândego”.

O Ministério Público Federal e a Lava Jato foram desmoralizados por Rodrigo Janot e a turma de Deltan, não por Augusto Aras.

O abuso levou à atual situação em que os antigos heróis estão desmascarados.

Janot não tem a menor autoridade moral para criticar Aras.

Em seu livro, ele contou, por exemplo, que foi armado ao Supremo Tribunal Federal para matar Gilmar Mendes.

Relatou, também, suas bebedeiras em serviço proporcionadas pela “farmacinha”, geladeira abastecida com bebidas servidas à equipe.

Usava Dormonid, medicamento para sedação de pacientes capaz de derrubar um elefante. Cocainômanos adoram.

Não à toa, sob os vapores da farmacinha, Dallagnol, Moro e toda a galera bonita do Paraná barbarizaram e deixaram o MPF de porre.

Um dia a festa acaba. Se há algum pândego aqui, não é Augusto Aras.

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