Javier Bardem: denunciar fascismo e genocídios “é defender o que é certo”

Atualizado em 24 de outubro de 2026 às 14:53
Javier Bardem como Max Cady em Cabo do Medo
Javier Bardem interpreta Max Cady na minissérie “Cabo do Medo”. Foto: Reprodução

O ator espanhol Javier Bardem afirmou que denunciar o fascismo, os genocídios, a fome e as mudanças climáticas “é defender o que é certo”. Em entrevista ao F5, ele criticou quem trata essas causas como mera disputa política e disse que pessoas contrárias a expô-las precisam responder publicamente por suas posições.

“Se posicionar politicamente é uma coisa, mas denunciar de fato o fascismo, os genocídios, a fome, as mudanças climáticas, o aquecimento global —isso é defender o que é certo”, disse Bardem. “Aqueles que se opõem a essas causas são perigosos e precisam ser expostos perante a sociedade.”

Bardem declarou que evitar conflitos para não desagradar seria uma escolha mais simples, mas sem sentido. “A vida seria mais fácil se você não irritasse ninguém, mas seria totalmente desprovida de sentido”, afirmou o ator.

O artista já se manifestou publicamente em defesa da Palestina e da Ucrânia nos conflitos com Israel e Rússia. A entrevista ocorreu enquanto ele promovia a minissérie “Cabo do Medo”, disponível na Apple TV.

Ator interpreta homem movido por vingança em “Cabo do Medo”

Na nova adaptação, Bardem vive Max Cady, homem que deixa a prisão após cumprir 17 anos por um crime que não cometeu. Ele passa a perseguir a família Bowden: Tom Bowden, promotor responsável pelo caso, e Anna Bowden, sua antiga advogada de defesa, que se casou com o promotor.

O elenco também reúne Amy Adams, Patrick Wilson, Joe Anders e Lily Collias. A produção tem dez episódios e atualiza o suspense psicológico das versões cinematográficas de 1962 e 1991, inspiradas no livro de John D. MacDonald.

Ao analisar o personagem, Bardem disse que Cady teme fracassar em sua vingança. “Ele tem todo o tempo do mundo e não tem nada a perder —ele já perdeu tudo”, afirmou. “É isso que o torna perigoso.”

Longe da ficção, o ator, de 57 anos, disse que seus principais receios estão relacionados aos filhos Leonardo, de 15 anos, e Luna, de 13, frutos de seu casamento com a atriz Penélope Cruz. “Todos os meus medos dizem respeito a eles, ao mundo que estamos deixando para eles.”

Bardem também integra o elenco de “O Ser Querido”, de Rodrigo Sorogoyen, em cartaz na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. No filme, ele interpreta um diretor que realiza uma obra sobre a colonização espanhola do Saara Ocidental, tema que o ator também defende publicamente.

Diario do Centro do Mundo
O Diário do Centro do Mundo (DCM) é um portal brasileiro de jornalismo digital fundado em 2013. O site publica notícias e análises sobre política, economia, cultura, mídia, comportamente -- tudo o que é relevante, no Brasil e no exterior