Jogador de Valorant, Hastad é banido da Twitch e perde patrocínios após acusação de racismo

Hernan “Hastad” é streamer de Valorant. Foto: Reprodução

O jogador de Valorant Hernan “Hastad” foi banido da Twitch e perdeu patrocínio de duas marcas após ser acusado de racismo.

Durante uma partida transmitida ao vivo nas redes, o argentino foi flagrado chamando outro player de “preto” após desaprovar sua jogada.

Ele não chegou a terminar a palavra, mas já foi criticado anteriormente por usar a injúria racial em outro jogo.

O próprio jogador admitiu que iria usar o termo.

Ele é CEO da Slick, time profissional do game, e também perdeu patrocínio de duas marcas: a ExitLag Brasil e a Redragon Brasil.

Ambas as empresas publicaram uma nota de esclarecimento sobre o fim de contratos com o streamer.

“Não compactuamos com qualquer tipo de preconceito, e entendemos a seriedade de comentários como o ocorrido com um de nossos patrocinados”, afirmou a Redragon.

A ExitLag alegou que “não apoia esse tipo de comportamento, atitude e pensamento”.

Ele também é patrocinado pelas empresas Kabum, Aorus, Redragon, Rivalry, PCYES, Razer e Roxx Energy, que não se manifestaram até o momento.

A Twitch, plataforma de transmissões ao vivo bastante popular por exibir lives de jogos, também baniu Hastad.

O anúncio do banimento foi feito na página StreamerBans, no Twitter.

“Desculpe. A menos que você tenha uma máquina do tempo, esse conteúdo está indisponível”, diz sua página na Twitch.

Após a repercussão do vídeo, ele foi às redes se desculpar.

“Durante a live quando eu estava fazendo aquele comentário, na hora lembro de tomar um susto e me perguntar: porque eu cogitei usar essa palavra? Será que eu nao evolui? (sic) — escreveu ele.

“Eu perço perdão de coração rapazeada. Hoje eu aprendo, amanha irei estudar mais sobre isso para que no futuro consiga ajudar que isso nao aconteça mais” (sic), prosseguiu.

No ano passado, ele já havia usado o termo racista para atacar outros jogadores em outro jogo online, o League of Legends, da mesma empresa de Valorant, a Riot Games.

Os vídeos voltaram a ser discutidos após o último episódio.

Veja: