
O economista Alexandre Schwartsman rebateu a jornalista Camila Bomfim durante uma entrevista à GloboNews nesta quinta (5), ao contestar que o presidente Lula (PT) “prometeu” cortar gastos públicos durante a campanha eleitoral.
Camila afirmou que “é preciso entregar a promessa de cortar gastos” ao abordar as cobranças por medidas de contenção de despesas no governo federal.
Schwartsman respondeu que não reconhecia essa promessa na fala do presidente. “Não tem promessa nenhuma de cortar gastos e fazer um ajuste fiscal robusto. Você ouviu o presidente Lula falando isso? Desculpa, eu não ouvi”, disse.
A jornalista respondeu que há uma “cobrança” sobre o governo. O economista riu da expressão e afirmou: “Eu acho que eles devem, mas entre o que eles devem e o que prometeram há uma distância”.
“Você ouviu o Presidente Lula falando sobre isso? Desculpe, eu não ouvi.”
Os entrevistados não podem se intimidar com as manobras pra enfraquecer o Lula.
A Globo precisa entender que jornalismo sério se faz com notícias verdadeiras, e não só com opinião, ainda mais enviesada. pic.twitter.com/2CyzJT0spE— Odete Roitman (@_OdeteRoitman_) November 5, 2026
Economista é conhecido por comparação esdrúxula entre antissionismo e antissemitismo
Além de suas análises econômicas, Schwartsman já manifestou publicamente a posição de que o antissionismo equivale ao antissemitismo, em artigos e debates sobre o conflito entre Israel e Hamas.
Em artigo publicado pela Folha de S.Paulo, o economista defendeu que a oposição ao direito de existência do Estado de Israel se conecta histórica e diretamente à perseguição aos judeus.
No texto, intitulado “Antissionismo é, sim, antissemitismo” e publicado em 2024, ele alega que “Israel surgiu como resposta a séculos de antissemitismo” e que Israel é “uma questão existencial para o povo judeu”.