
Por Moisés Mendes
Por que Globo, Folha e Estadão escondem as falas de Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho sobre Bolsonaro e a ditadura?
O Estadão tenta se salvar com uma chamadinha secundária na capa. Os outros se fizeram de desentendidos.
O jornalismo das corporações foi aliado do golpe de 64, mas depois, para sobreviver como negócio e acompanhar a posição majoritária dos leitores, abandonou a ditadura.
Hoje, os jornais não são apenas medíocres, são covardes. Os jornalões não são necessariamente aliados do golpismo. Eles temem as patrulhas do bolsonarismo.

Vamos relembrar. Mendonça Filho e Wagner Moura afirmaram que o chefe da organização criminosa é um golpista fracassado preso e avisaram que continuarão fazendo filmes sobre a ditadura.
Memória, memória, memória.
(O jornal Hoje, da Globo, censurou agora a fala de Mendonça Filho na coletiva de imprensa: “Há cerca de dez anos, o Brasil sofreu uma guinada bem drástica à direita e esses tempos agora se foram, com o ex-presidente agora preso”. O interessante é que o diretor do filme respondeu com essa fala a uma pergunta do repórter Nilson Klava, da própria Globo.)