“Me falaram que sou juiz com cabeça de estagiário”: magistrado relata preconceito por ser “pessoa simples”

 André Alencar Spíndola é juiz
O juiz André Alencar Spíndola na Bahia. Foto: Reprodução

Pelo Twitter, André Alencar Spíndola relatou o preconceito que sofre por ser uma “pessoa simples”. “Hoje recebi uma crítica de uma pessoa próxima de que eu não ‘me porto como juiz'”, relata. Ele diz que foi criticado por comer numa feira. 

“O que é ter porte de juiz? Agora só pq eu passei no concurso não posso comer na feira? Não posso ir em um lugar simples? Tenho que sempre andar arrumado, na pose, bancando o fino e elegante?”, questiona André, que é magistrado do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

Ele alega que é uma “pessoa simples” e “que veio de baixo”. “Não me importo com status, que não preciso estar usando roupa de marca pra me sentir bem vestido. Adoro sair por aí de bermuda e chinelo, e isso não define quem eu sou”.

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“Não sou adepto dessa visão glamourosa”, diz juiz

O juiz reclama de “visão glamourosa” que se tem sobre magistrados. “Me falaram que sou juiz, mas com cabeça de estagiário, que eu não tenho bom senso”. Ele diz que pode ter “todo dinheiro do mundo”, mas não deixará de viver a vida simples que leva.

“Não sou adepto dessa visão glamourosa que tem a sociedade de que, por ser juiz, não posso estar vestindo assim, assado, não posso frequentar determinados lugares ‘inapropriados pra minha condição social'”.

“Eu simplesmente não me importo. Estou errado?”, completa.