Juiz que barrou posse de Lula na Casa Civil em 2016 entra em lista tríplice do TRF-1

Atualizado em 9 de fevereiro de 2026 às 19:40
Lula toma posse como ministro da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff, em 17 de março de 2016. Foto: Agência Brasil

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) definiu, na última quinta-feira, a lista tríplice para o preenchimento de uma vaga de desembargador federal pelo critério de merecimento. Entre os nomes escolhidos está o juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, que teve apoio do ministro Kassio Nunes Marques. Com informações do Lauro Jardim, no Globo.

Itagiba Catta Preta Neto ficou conhecido por ter concedido uma liminar que suspendeu a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff, em março de 2016. À época, a decisão impediu que Lula assumisse o cargo.

O magistrado também participou de manifestações contra o governo Dilma e publicou elogios ao então juiz Sergio Moro nas redes sociais, conforme registros citados na apuração. Esses episódios integram o histórico funcional do juiz que agora disputa a promoção.

O ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR). Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo

A escolha da lista tríplice coloca o magistrado na condição de depender da nomeação do próprio Lula para ascender ao cargo de desembargador federal. A decisão final cabe ao presidente da República, que seleciona um dos nomes indicados pelo tribunal.

Além de Itagiba Catta Preta Neto, a lista tríplice é composta pelos juízes federais Fausto Mendanha Gonzaga e Henrique Gouveia da Cunha. Ao todo, 20 magistrados concorreram à vaga aberta no TRF-1.

O TRF-1 tem jurisdição sobre o Distrito Federal e diversos estados, sendo responsável por julgar ações de grande impacto político e institucional. A definição da lista marca a etapa final antes da decisão presidencial sobre a nomeação.