Juiz que negou acesso de Lula a mensagens de Moro e procuradores é o mesmo que autorizou a “cura gay”

O juiz substituto Waldemar Cláudio de Carvalho,

O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, negou à defesa de Lula acesso às conversas apreendidas pela “Operação Spoofing”, já periciadas.

Lewandowski determinou o compartilhamento do conteúdo hackeado do celular de integrantes do Ministério Público Federal no Paraná e do ex-juiz Sergio Moro.

Carvalho não quis saber e disse em sua decisão que o “pedido de acesso” às conversas não se enquadra na Resolução 71/09 do Conselho Nacional de Justiça, que define quais matérias podem ser conhecidas durante o plantão judicial.

O compartilhamento já havia sido ordenado pelo Supremo e Zanin apenas peticionou a Vara no sentido de fazer o que ordenou o ministro.

“Não conheço do pedido formulado nos autos, por não se tratar de matéria passível de ser apreciada em regime de plantão, porquanto não demonstrada a urgência ou excepcionalidade necessária a justificar a subtração da análise da questão pelo juízo natural da causa”, afirmou o magistrado.

Waldemar é famoso.

Virou notícia ao atender uma ação popular autorizando psicólogos de todo o país a fazer “terapia de reversão sexual”, a chamada “cura gay”.

Diante da repercussão, divulgou nota falando que nunca considerou a homossexualidade uma doença.

A liminar concedida por Carvalho atendia, de forma parcial, a uma ação movida contra o Conselho Federal de Psicologia por Rozangela Alves Justino, que teve registro profissional cassado em 2009 por oferecer pseudoterapias para homossexuais.

Segundo Rozangela, pessoas tinham atração pelo mesmo sexo “porque foram abusadas na infância e na adolescência e sentiram prazer nisso” e “o movimento pró-homossexualismo tem feito alianças com conselhos de psicologia e quer implantar a ditadura gay no país”.

A decisão foi anulada por Cármen Lúcia.

Em 2017, ele condenou o MST e a Via Campesina a pagar uma indenização à União de R$ 60 mil devido a um protesto realizado pelas organizações populares em março de 2015, durante reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Um ano antes, usou 77 versos de poesia para cancelar uma multa aplicada pelo Ibama a uma mulher que mantinha uma arara-canindé em cativeiro sem autorização.

O jornalismo do DCM precisa de você para continuar marcando ponto na vida nacional. Faça doação para o site. Sua colaboração é fundamental para seguirmos combatendo o bom combate com a independência que você conhece. A partir de R$ 10, você pode fazer a diferença. Muito Obrigado!