Jurista do Uol chama STF de “puteiro”

Atualizado em 23 de dezembro de 2025 às 19:00
O ministro Alexandre de Moraes e o jurista jurista Wálter Maierovitch do UOL. Foto: Reprodução

O jurista Walter Maierovitch chamou o Supremo Tribunal Federal de “puteiro” ao comentar o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, o Banco Master e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A declaração foi feita durante sua participação no UOL News, nesta terça-feira (23).

O caso mencionado por Maierovitch refere-se à informação divulgada pela jornalista Malu Gaspar sobre supostos contatos entre Alexandre de Moraes e Gabriel Galípolo relacionados ao Banco Master. A colunista do Globo relatou que esses contatos teriam ocorrido por telefone e em ao menos quatro encontros, com base em relatos atribuídos a fontes não identificadas. Moraes e o Banco Central negaram que as conversas tenham tratado de interesses do banco.

Ao tratar do tema, o jurista afirmou que, com os elementos disponíveis até o momento, não haveria base para um pedido de impeachment. “Acredito que um impeachment, pelos elementos que existem, ainda não tá maduro. Há necessidade de se apurar a verdade”, declarou durante o programa.

Maierovitch afirmou que a apuração é necessária independentemente do desfecho. “A verdade pode estar com Moraes sim, mas pode também não estar. Daí, a necessidade de se apurar”, disse, ao defender que os fatos sejam esclarecidos antes de qualquer avaliação política ou jurídica mais ampla.

Na sequência, o jurista ampliou a crítica para o plano institucional. “Porque no sistema republicano, os pratos têm que ficarem limpos”, afirmou, ao comentar a importância de transparência em situações que envolvem integrantes da cúpula do Judiciário.

Em outro trecho da fala, Maierovitch fez criticas ao STF. “No Supremo Tribunal Federal não pode ficar com essa imagem de um lupanário, ou seja, de um puteiro”, disse, ao cobrar esclarecimentos sobre o caso.

As declarações ocorreram em meio às discussões públicas sobre contatos entre Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, envolvendo o Banco Master. O ministro e o Banco Central afirmaram que as conversas trataram de temas relacionados à Lei Magnitsky.