Juristas fazem ato em frente ao STF contra ataques à democracia e à Constituição

Manifestação foi realizada em frente ao STF, em Brasília – Rodrigo Pilha

Publicado originalmente no Brasil de Fato

As organizações jurídicas Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Advogados pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC) e os Advogados Públicos pela Democracia (APD) fizeram nesta quarta-feira (13) um ato em favor da democracia, da vida e contra os ataques à Constituição.

A manifestação foi realizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), e durou poucos minutos. Para evitar aglomeração, a organização não convocou o evento por redes sociais e o restringiu a poucas pessoas – todas com máscaras, distanciamento de no mínimo dois metros e com cuidados recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) respeitados.

A advogada Tânia Maria Saraiva de Oliveira, da coordenação executiva da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABDJ), afirma que o ato foi convocado em resposta a movimentos ligados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que, além de ameaçarem as instituições democráticas, têm colocado vidas em risco.

A gente está fazendo um ato para dizer que existe resistência em defesa da democracia.

“Nós consideramos que existem manifestações acontecendo no Brasil, sobretudo em Brasília, na Praça dos Três Poderes, que são fascistas mesmo, com treinamento de grito de guerra, com ofensas às instituições republicanas, de pedido de fechamento das instituições republicanas, de agressão de membros do Supremo Tribunal Federal, etc. Tudo isso estimulado pelo governo federal, pelo presidente da República”, comenta.

A jurista compara a essência dos grupos antidemocráticos ao fascismo. “Ainda que se respeite que tenha diferença com o fascismo clássico, mas o comportamento é protofascista. Então a gente está fazendo um ato para dizer que existe resistência em defesa da democracia, da Constituição e da vida”.

Segundo a advogada, embora os juristas tenham relutado para chamar o ato, em razão da pandemia, se calar seria ser conivente com as ameaças que estão postas neste momento.

“Nós relutamos em fazer um ato presencial, porque defendemos o isolamento social. Mas é importante a sociedade saber que nós estamos atentos ao que está acontecendo. É importante mostrar a nossa voz”, afirma.

Edição: Rodrigo Chagas

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