
A Justiça argentina arquivou nesta sexta-feira (23) a investigação criminal que apurava o envolvimento do presidente Javier Milei e de sua irmã, Karina Milei, no escândalo da criptomoeda $LIBRA. O juiz federal Marcelo Martínez de Giorgi tomou a decisão depois de o promotor Eduardo Taiano pedir o encerramento do caso.
A apuração tratava de possíveis fraudes ligadas ao lançamento do ativo digital, classificado como uma meme coin. Registros judiciais confirmaram o arquivamento, noticiado pelo jornal argentino La Nación.
Um juiz assumiu o inquérito em fevereiro de 2025, após a repercussão da divulgação da $LIBRA por Milei na rede social X. O presidente recomendou a moeda, então pouco conhecida, em uma publicação que provocou uma valorização temporária do ativo.
Milei apagou a mensagem posteriormente e negou qualquer vínculo com a criptomoeda. Pouco depois da divulgação, o preço da $LIBRA caiu de forma acentuada.

Publicação de Milei motivou apuração sobre possível fraude
O caso investigava se houve irregularidades no lançamento da moeda digital e na promoção feita pelo presidente argentino. A decisão judicial encerra essa investigação criminal envolvendo Milei e sua irmã.
Karina Milei, irmã do presidente, também integrava o foco da apuração. A fonte não detalhou no registro judicial quais atos específicos atribuídos a ela eram examinados no inquérito.
Na ocasião do colapso da $LIBRA, Milei disse que havia agido “de boa-fé”. Ele também acusou adversários políticos de tentar tirar proveito da crise que atingiu a criptomoeda.
O arquivamento ocorreu após a manifestação do promotor Eduardo Taiano, acolhida pelo juiz Marcelo Martínez de Giorgi. A investigação havia sido aberta para examinar possíveis fraudes relacionadas ao lançamento do ativo.