Justiça brasileira: Julgamento da suspeição de Moro deve ser adiado, mas eleições em novembro são “seguras”

Gilmar e Barroso

Gilmar Mendes, relator da ação no STF da suspeição de Moro no caso do triplex, quer o julgamento apenas em sessão presencial.

Ou seja, só deve ocorrer após o fim da pandemia do coronavírus.

A justificativa é de que o Supremo registrou cerca de 64 casos de infecção entre funcionários e prestadores de serviço da corte.

Corre-se o risco de que o decano Celso de Mello, que se aposenta em outubro, não participe.

Não há nada mais premente para o pleno funcionamento da democracia brasileira.

Lula, sozinho, incorpora a injustiça e o casuísmo do Judiciário brasileiro. A corte deveria ter pressa para reparar uma aberração que só existe, diga-se, graças a ela mesma.

Dois pesos, duas medidas.

Nesta segunda, Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, garantiu que as eleições municipais deste ano, marcadas para novembro, serão seguras.

Segundo ele, “o TSE conversou com médicos, infectologistas, sanitaristas etc e estamos preparados”.

“É possível”, afirma, “encontrar soluções quando todos pensam juntos”.

“Há uma parceria com a Fiocruz e com os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein, e eles vão produzir um protocolo de segurança, um passo a passo para que a votação seja segura”, continua.

Para os 1 137 colaboradores da corte, a situação é periclitante. Para milhões de brasileiros, não.

Tudo, como sempre, gira em torno de Lula.

Para o iluminista Barroso, “há uma certa percepção de que quando voltarmos à realidade talvez haja um novo normal. Quem sabe possamos fazer diferente, quem sabe possamos fazer um país maior e melhor.”

Essa utopia, no Brasil, não passa disso: utopia. E assim será per sécula seculórum.

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