Justiça do Rio mantém prisão dos acusados de estupro coletivo a menor

Atualizado em 7 de março de 2026 às 17:45
Momento em que estupradores chegam ao prédio antes do crime. Foto: reprodução

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu manter a prisão dos quatro jovens investigados por participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, passaram por audiência de custódia na última sexta-feira (6) e tiveram a detenção confirmada pela Justiça. No dia anterior, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, também tiveram as prisões mantidas.

Após os procedimentos, os quatro jovens foram encaminhados para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que os investigados permanecem em celas separadas e recebem alimentação regular. Todos se tornaram réus por estupro com agravante de a vítima ser menor de idade e também por cárcere privado.

Segundo a Polícia Civil, os quatro se apresentaram às autoridades e permaneceram em silêncio durante os depoimentos, informando que só irão se manifestar em juízo. Os investigadores devem solicitar à Justiça a quebra de sigilo telefônico dos aparelhos dos suspeitos, que não foram entregues no momento da apresentação.

As investigações incluem também um adolescente de 17 anos, que se apresentou na 54ª Delegacia de Polícia (Belford Roxo), na Baixada Fluminense, na tarde desta sexta-feira. A Justiça havia autorizado, no dia anterior, um mandado de busca e apreensão contra ele.

Os 4 presos por estupro coletivo no Rio. Foto: reprodução

Por se tratar de menor de idade, o procedimento foi separado do inquérito principal e encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A polícia solicitou a apreensão do adolescente por ato infracional análogo ao crime investigado, e o órgão se manifestou favoravelmente à internação após novas denúncias envolvendo o mesmo jovem.

Paralelamente ao caso de Copacabana, a Polícia Civil apura relatos de pelo menos duas outras vítimas que descreveram o mesmo modus operandi do grupo, indicando possíveis crimes anteriores com o mesmo padrão de atuação.

A defesa de Vitor Hugo declarou à imprensa que o jovem nega envolvimento no crime, mas confirmou que ele estava no apartamento onde o episódio teria ocorrido. O advogado afirmou também que o cliente não foi ouvido durante a fase de investigação e que tomou conhecimento, nesta semana, de uma outra denúncia relacionada ao jovem, embora ainda não tenha acesso ao conteúdo do material.

O advogado de João Gabriel informou, em nota, que o cliente nega a acusação de estupro e que confia na apuração dos fatos pela Justiça. A defesa de Mattheus não comentou o caso, e o investigado permaneceu em silêncio durante o depoimento. A reportagem tenta contato com a defesa de Bruno Felipe dos Santos Allegretti e do adolescente citado nas investigações.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.