Justiça manda Patrícia Lélis remover posts que ligam Izabel Goulart a Epstein

Atualizado em 14 de fevereiro de 2026 às 8:59
A influenciadora digital Patrícia Lélis e o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo determinou que a influenciadora Patrícia Lélis retire das redes sociais publicações em que acusa a ex-modelo da Victoria’s Secret Izabel Goulart de ligação com o esquema de exploração sexual de Jeffrey Epstein, conforme informações do G1.

A decisão liminar, proferida pela juíza Marcela Raia de Sant’Anna, da 12ª Vara Criminal, fixou prazo de duas horas para exclusão do conteúdo, sob pena de retirada do perfil no Instagram, e proibiu novas menções diretas ou indiretas à modelo.

A magistrada considerou que as postagens configuram “reiteradas investidas contra a honra” sem apresentação de provas. Na decisão, destacou que a permanência do material poderia causar danos irreparáveis à carreira da modelo, cuja atividade depende da imagem pública.

“Ademais, a manutenção das publicações na internet, cujo alcance é massivo e de difícil controle, perpetua o dano e amplia o potencial de prejuízos materiais e morais, não apenas no âmbito profissional, mas também de suas relações pessoais e familiares”, afirmou.

A juíza também ressaltou limites constitucionais à liberdade de expressão. “A liberdade de expressão, embora seja um direito fundamental, não é absoluta e encontra limites nos direitos à honra, à imagem e à dignidade da pessoa humana”, diz trecho da decisão.

Izabel Goulart se pronuncia após ser citada em arquivos de caso Epstein | CNN Brasil
A modelo Izabel Goulart. Foto: Reprodução

Defesa nega ligação com Epstein

O caso ganhou repercussão após a divulgação de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que mencionam o nome da brasileira em trocas de e-mails atribuídas a Epstein. A defesa de Izabel Goulart negou qualquer relação com o empresário e contestou a veracidade das informações.

“A modelo internacional e empresária Izabel Goulart afirma categoricamente que jamais esteve ou se hospedou em um apartamento de Epstein, desconhecendo completamente esses fatos”, declarou o advogado Daniel Bialski.

Segundo o defensor, a modelo apenas dividiu moradia com outras profissionais quando se mudou para Nova York para trabalhar, em imóvel cedido por uma agência de modelos, prática comum no setor. Bialski informou que pedirá novas medidas judiciais, incluindo a retirada definitiva das páginas e eventual prisão de Patrícia Lélis caso a ordem não seja cumprida.

Conteúdo ainda estava no ar

Mesmo após a decisão, ao menos dois vídeos com acusações continuavam disponíveis, nos quais a influenciadora faz declarações sobre suposto tráfico sexual. A ação movida por Izabel Goulart acusa Lélis de calúnia, injúria e difamação, e o processo segue na Justiça paulista.