Kakay: “7 de setembro é um divisor de águas. Eles são perversos e não devemos enfrentá-los no campo deles”

Bolsonaro

O que será do país no pós 7 setembro?

Essa é a pergunta que todo brasileiro está se fazendo a medida em que as horas passam e o clima vai se acirrando, com ameaças de golpe, arruaça e enfrentamento nas ruas.

O país está em estado de alerta.

Para se ter noção da gravidade do momento, o procurador-geral de São Paulo orientou a PM a baixar o cassetete nos policiais rebeldes ligados ao golpismo de Bolsonaro.

Na opinião do criminalista Kakay, não há outro caminho que não seja o de evitar o enfrentamento com os extremistas que vão marchar com Bolsonaro contra a democracia e as instituições.

“Eles não têm a menor noção do ridículo”, disse em depoimento enviado ao DCM neste domingo, antevéspera das comemorações do Dia da Independência:

7 de setembro, sob alguns aspectos, pode ser um divisor de águas”, disse Kakay.

Porque é evidente que Bolsonaro é um falastrão. É um falsário, que não tem nenhuma condição de dar um golpe, caso contrário já teria dado.

Não existe na história da humanidade nenhum mandatário que alardeia um golpe de Estado. Por esse motivo Bolsonaro é demoralizado na cúpula das Forças Armadas e extremamente desprezado em boa dos formadores de opinião.

Resumindo: Bolsonaro é uma fraude. 

Mas é uma fraude que tem a legitimidade de ter sido eleito.

Então nós temos que respeitar o mandato dele. Ele é que não respeita. Não tem minimamente a dimensão do que é ser presidente da República. Não tem noção dessa importância. 

Então para nós, como ele colocou agora uma coisa muito forte no 7 de setembro, de certa forma um esgarçamento ainda maior das instituições, para nós é importante passar esse momento com alguma tranquilidade. 

Penso que não se deve confrontar esse fascista nesta data, naquilo que ele quer ser confrontado. Ele é mediocre, um homem sem empatia, um homem que optou pela morte. 

E veja que não é só o negacionismo simples, não. Bolsonaro é um corrupto.

Eu defendo que nós não devemos ir para as ruas, evitando fazer o enfrentamento. Deixa que ele com seu grupo extremista, que aliás sempre existirá, de 15% ou 20%, cada vez menor, cada vez mais se coloquem no ridículo. 

Isso porque eles não têm noção do ridículo. Para você ter noção do ridículo é preciso ter uma sensação do que é ridículo.

E eles são inimputáveis.

Então acho importante que a gente faça uma reflexão para não fazer o enfrentamento no campo deles.

São assassinos, perversos. E nós temos de ter o cuidado de não nos misturarmos a eles.