Kassab, Aloysio e Serra no compasso de espera da Lava Jato

Atualizado em 10 de janeiro de 2018 às 18:48
Eles

Começam a surgir as digitais de José Serra e Aloysio Nunes nos escândalos das delações da Lava Jato.

Pedro Novis, ex-presidente da Odebrecht, deu o pontapé inicial ao contar para a Polícia Federal que Serra recebeu para si ou solicitou para o partido R$ 52,4 milhões entre 2002 e 2012.

O executivo detalhou os valores para os investigadores.

O resultado prático da denúncia tira, pelo menos até o momento, o nome do senador paulista da corrida eleitoral.

Serra está sendo aconselhado pelos próprios correligionários a ficar na miúda, em compasso de espera. A ideia é deixar a poeira baixar e torcer para prevalecer a máxima de que tucano bom não é aquele que vê o sol nascer quadrado.

As delações envolvendo Aloysio Nunes ainda não vieram à tona, mas o seu silêncio é revelador do quanto está com a pulga atrás da orelha.

É questão de dias para ter seu nome exposto.

Um terceiro nome forma a trinca de ases: o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

As denúncias contra o ex-prefeito de São Paulo e eterno postulante ao cargo de vice, seja de Serra, seja de João Doria (tanto faz um ou outro), são consideradas ainda mais graves que as dos senadores tucanos.

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