
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (27) que os integrantes do partido estão liberados para participar do quarto governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o dirigente, a eventual presença na Esplanada não mudará a posição de independência da legenda. As declarações foram dadas em um evento do Dominium Group, em Brasília, de acordo com a Folha de S.Paulo.
“Sobre o novo governo, vamos permitir que nossos companheiros integrem o governo, mas sem submissão. A independência é o melhor caminho”, declarou Kassab.
O partido ficou neutro no segundo turno após a derrota de seu candidato, Ronaldo Caiado, na primeira etapa da eleição. Aa sigla espera que essa posição seja reconhecida por Lula na distribuição dos ministérios. No atual mandato, o PSD comandou as pastas da Agricultura, de Minas e Energia e da Pesca.

Kassab também disse que o resultado da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) não o surpreendeu. Afirmou que os levantamentos de acompanhamento da campanha já mostravam crescimento do petista e estagnação do adversário. Na avaliação do dirigente, os votos dos demais candidatos não migrariam automaticamente para Flávio.
O presidente do PSD defendeu ainda a adoção do voto distrital misto e criticou o peso da atuação digital na eleição de parlamentares. Citou Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) para sustentar que falta contato com parte dos eleitores. “O PSD vai fechar questão pelo distrital misto, quem não votar vai ser convidado a deixar o partido”, afirmou.
Sobre o Judiciário, Kassab propôs idade mínima de 60 anos e mandato de 12 anos para integrantes dos tribunais superiores. Defendeu também quarentenas após a saída do cargo: dois anos para apresentar pareceres, quatro para advogar e oito para disputar eleições. As sugestões foram apresentadas pelo dirigente como possibilidades de reforma.