
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a candidatura presidencial que o partido pretende lançar em abril não terá como objetivo atacar o governo do presidente Lula. Apesar de o partido ocupar três ministérios na atual gestão, ele disse que o projeto eleitoral seguirá outro caminho.
“Num primeiro momento, não há candidatura contra, é a favor do Brasil. Uma candidatura moderada, que possa ser um contraponto a uma proposta mais radical de esquerda e outra mais radical de direita”, disse Kassab à Folha de S.Paulo.
Secretário de Governo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Kassab deu a declaração um dia após anunciar a filiação do governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) ao PSD. O ingresso ocorreu ao lado dos governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Jr. (PR), que já estavam no partido.

Segundo Kassab, ficou acordado que do trio sairá o candidato do PSD à Presidência, conforme desempenho em pesquisas e outros critérios. Ele reconheceu a desconfiança em torno do plano, mas reforçou que não se trata de um movimento tático convencional.
Ele avalia que um nome do PSD poderia alcançar cerca de 20% dos votos, patamar semelhante ao que atribui ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No segundo turno, acredita que os eleitores de um campo tenderiam a migrar majoritariamente para o outro contra Lula.
Kassab diz que cancelaria os planos para 2026 apenas se Tarcísio decidisse se candidatar ao Palácio do Planalto. Ele pretende ser candidato a vice-governador na chapa do bolsonarista, que buscará a reeleição, nesse ano e diz que seria “um privilégio” ocupar a posição.