
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, deve manter a proclamação do resultado do segundo turno que reelegeu o presidente Lula (PT) e rejeitar questionamentos sem fundamento apresentados pela chapa derrotada, segundo a Folha de S.Paulo. A posição ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL) dizer que não reconhece o resultado da eleição.
Com 100% das urnas apuradas, Lula recebeu 51,79% dos votos, ante 48,21% de Flávio Bolsonaro. Após a divulgação do resultado no domingo (25), o candidato do PL afirmou que pedirá a anulação dos votos.
Integrantes do TSE discutiram a possibilidade de recursos à corte eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal (STF) logo depois do pronunciamento de Kassio sobre o desfecho da disputa. O presidente do tribunal pretende conversar com o presidente do STF, Edson Fachin, para alinhar a resposta a eventuais ações.
Uma das alternativas avaliadas prevê que o Supremo não dê seguimento a contestações sem base sobre o pleito, enquanto o TSE preserva a decisão anunciada na noite de domingo. A estratégia busca impedir que pedidos contra o resultado alterem a proclamação eleitoral.

Prorrogação da votação motivou reação da campanha do PL
Flávio Bolsonaro atacou a decisão do ministro Cristiano Zanin que estendeu a votação até as 19h em todo o país, em atendimento a um pedido do PT. “É impossível aceitar o resultado dessas eleições”, disse o senador em discurso de dois minutos em Brasília.
O candidato afirmou que a medida mudou a regra da eleição durante a votação. “O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável”, declarou, ao criticar a decisão tomada no fim da tarde.
Kassio afirmou que a extensão do horário de votação não afetou a totalização. “Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, disse.
O presidente do TSE declarou que a Justiça Eleitoral nunca havia ampliado o horário de fechamento das urnas e que a medida exigiu cálculos e organização técnica. O tribunal ainda não divulgou formalmente quantas seções fecharam às 17h e quantas continuaram recebendo eleitores após esse horário.