
O ex-jornalista em atividade Luís Ernesto Lacombe comentou publicamente sua saída da Revista Timeline, um programa bolsonarista de fake news.
Em um vídeo de “pronunciamento”, Lacombe conta que optou por não expor detalhes da ruptura por envolver “informações sensíveis”, mas destacou que o fim da sociedade com o foragido Allan dos Santos, uma das figuras mais execráveis que surgiram no cenário fascista nos últimos anos, ocorreu após um longo período de “desgastes internos”.
Acabou expondo mutretas de Allan que estão sendo resolvidas através de advogados. “Ele ficou com todos os equipamentos, isso inclui treze câmeras de estúdio, todo o mobiliário — poltronas, tapetes, mesinhas…”
Segundo Lacombe, a decisão de deixar o projeto não foi repentina, mas resultado de um processo gradual que abalou sua saúde. “Houve divergências sobre condutas, sobre comportamento, gestão administrativa, gestão financeira, planejamento estratégico. É claro que eu sei, muito bem, que uma sociedade empresarial tem disso. É normal que haja divergências e discordâncias entre os sócios, mas até um certo limite”, declarou.
“Quando passa de um limite saudável, você precisa parar e repensar e eu seguei à conclusão de que não valia”.
Ele também alegou que não criou obstáculos para a continuidade da Timeline, que permaneceu sob responsabilidade de Allan dos Santos. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, em janeiro de 2025, o bloqueio das redes sociais da Revista Timeline. A decisão, sob sigilo, suspendeu perfis no X, Instagram e YouTube, por disseminação de desinformação.
O jornalista aproveitou o momento para anunciar um novo empreendimento na mesma área da comunicação. Trata-se do portal “O Cruzeiro”, com Alexandre Garcia e outros dos mesmos personagens de sempre, fazendo as mesmas coisas de sempre.
“Allan ficou com todos os equipamentos 13 câmeras e todos os equipamentos!”
Rapaz …pic.twitter.com/8jwYKZ6C0Z
— Italo Marsinho (@ItaloMarsinho) April 7, 2026