Latino: cantor bolsonarista é acusado pelo filho de pedofilia e de ter “dez amantes”

Atualizado em 17 de setembro de 2026 às 22:16
Latino
O cantor bolsonarista Latino. Foto; Reprodução/Redes Sociais

Guilherme de Oliveira, filho do cantor bolsonarista Latino, acusou o pai de pedofilia e de manter relações extraconjugais em um longo desabafo publicado nas redes sociais. O jovem afirmou ter o contato de “dez amantes” do artista e chamou o pai de “sem vergonha”.

O jovem revelou supostos episódios envolvendo adolescentes e chamou Latino de “pedófilo”. Ele fez menção a irmã e também a Kelly Key ao sustentar a acusação. O ataque ocorreu em meio a mais uma crise pública entre os dois.

Guilherme afirmou que está em tratamento contra o alcoolismo e admitiu ter sofrido uma recaída. Segundo ele, Latino o impediu de entrar em casa e chamou a polícia. O jovem também negou acusações de agressão feitas contra ele e afirmou que atualmente recebe acompanhamento em um Caps.

A relação entre os dois já havia virado uma briga pública. Em maio de 2025, Latino expôs nas redes os problemas do filho com dependência química e afirmou que tentou ajudá-lo com tratamento e trabalho. Guilherme reagiu acusando o pai de incentivá-lo ao uso de drogas e de causar abalos emocionais. “Me abalou psicologicamente várias vezes”, disse na ocasião.

Latino também tem histórico público de alinhamento ao bolsonarismo. Em 2021, o cantor transformou a música “Me Leva” em uma paródia para convocar apoiadores aos atos de 7 de Setembro. Vestido com a camisa da seleção e diante de uma bandeira do Brasil, ele dizia que “dia sete nos espera”. O vídeo foi compartilhado por Flávio Bolsonaro.

O cantor respondeu às novas acusações por meio de uma nota, mas não rebateu individualmente a imputação de pedofilia nem as alegações sobre supostas amantes. Disse que o caso é “familiar, delicado” e envolve questões pessoais, acrescentando que não promoverá “ataques nem troca de acusações”. Segundo Latino, o filho enfrenta problemas relacionados à dependência e à recuperação, e o que precisar ser resolvido será tratado “de forma privada e responsável”.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!