
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado no Hospital DF Star após apresentar um quadro grave de saúde. Segundo o laudo médico dos profissionais que o atendem no complexo penitenciário de Papudinha, ele caminhou 5 km no dia anterior ao seu mal-estar.
Na tarde de 12 de março, o ex-capitão de direita estava “em bom estado de saúde, lúcido e orientado”, mas, durante a noite, passou a ter uma crise de soluço, embora tenha recusado a medicação, dizendo que “ia tomar após o jogo”.
Por volta das 6h15 da manhã do dia 13 de março, os médicos do presídio foram chamados para atender Bolsonaro devido a queixas de calafrios. Após a avaliação, foi constatado que o ex-presidente apresentava febre e os médicos tomaram as medidas necessárias de imediato.
Ele foi então transferido para o hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Já no Hospital DF Star, o estado de saúde de Bolsonaro piorou. Ele chegou com febre alta, queda na saturação de oxigênio (que chegou a 80%) e pressão arterial muito baixa, registrada em 9 por 5.

A equipe médica, composta por seus três médicos particulares, indicou que os sinais apontavam para o início de uma infecção grave. “Isso mostra que uma infecção estava se iniciando com critérios de gravidade. O fato de ter atendimento muito rápido fez toda a diferença”, destacou um dos médicos.
O boletim médico informou que o ex-presidente foi submetido a exames de imagem e laboratoriais, que confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa. O médico responsável, Cláudio Birolini, afirmou que o estado de saúde de Bolsonaro é considerado grave.
“Estamos aí tendo que lidar com essa situação, que é uma situação bastante crítica, bastante indesejável e que realmente, para quem questiona isso, realmente põe em risco a vida do paciente”, afirmou ele.
Ele acrescentou que uma pneumonia aspirativa pode resultar em insuficiência respiratória, que, sem intervenção médica, pode levar à morte. “Uma pneumonia aspirativa pode fazer com que a pessoa evolua com uma insuficiência respiratória e, se você não intervir, morra. Então, por favor, a gente está lidando com uma situação extremamente grave. No momento, a questão do presidente Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal, mais uma vez, surge nessas circunstâncias”, completou o médico.
Ele segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, onde está recebendo acompanhamento intensivo. Não há previsão para sua alta, e a situação continua sendo monitorada de perto. A equipe médica está fazendo todos os esforços para estabilizar o quadro do ex-presidente, que também sofreu uma piora na função renal.