Laudo de Jair Bolsonaro aponta risco de queda e novas crises de soluço

Atualizado em 3 de julho de 2026 às 20:06
PGR liberou para que se realize a cirurgia de Bolsonaro no ombro direito
O ex-presidente Jair Bolsonaro, tossindo em evento durante isolamento social da pandemia. Foto: Reprodução

Novos laudos médicos enviados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) relatam piora no quadro clínico durante a fisioterapia realizada nesta quinta-feira (02), após uma nova crise de soluços dificultar os exercícios previstos.

Os documentos descrevem um estado de saúde debilitado, com instabilidade de equilíbrio, sonolência acentuada e crises recorrentes de soluços. A defesa usou os relatórios para pedir a prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente.

Horas depois, nesta sexta-feira (03), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar, agora sem prazo estipulado. A defesa havia encaminhado à Corte um relatório médico semanal e um relatório de evolução fisioterapêutica.

O relatório fisioterapêutico é assinado por Kleber Antônio Caiado de Freitas, profissional que acompanha Bolsonaro em casa durante a recuperação de uma cirurgia no ombro direito. Na segunda-feira (29), o ex-presidente conseguiu realizar todas as atividades previstas, incluindo exercícios de mobilidade do ombro e da cintura escapular, fortalecimento com faixa elástica, manipulação cervical e ativação muscular.

Na sessão de quinta-feira, o quadro mudou. O relatório afirma que Bolsonaro chegou com tensão intensa nas regiões cervical e abdominal, além de fadiga muscular nos ombros e na cintura escapular. A equipe suspendeu os exercícios programados e passou a priorizar medidas para aliviar os sintomas.

Ilustrativa.
Fachada do hospital que atende o ex-presidente Jair Bolsonaro, o DF Star. Foto: Reprodução

“Dessa forma, a fisioterapia foi realizada com trabalho de liberação miofascial, massagem na cicatriz, aplicação de laser na região do ombro onde foi realizada a cirurgia e ativação do nervo vago para ativação do sistema nervoso parassimpático para tentar aliviar o soluço”, diz trecho do relatório.

O relatório médico semanal afirma que Bolsonaro segue em tratamento domiciliar para a recuperação da cirurgia no ombro direito e para uma pneumonia bilateral diagnosticada em março de 2026. A equipe médica manteve a medicação contra as crises de soluços, apesar de efeitos colaterais como sonolência e instabilidade.

Os médicos justificaram a manutenção do remédio pela redução na frequência, na duração e na intensidade dos episódios nos últimos dias. Eles também recomendaram medidas de prevenção de quedas e uma dieta com baixo teor de sódio e pouca acidez.

Os laudos apontam fadiga leve e intermitente, pressão arterial controlada após ajustes na medicação para hipertensão e ausência de dor no ombro direito. A orientação médica é manter, de forma gradual, a fisioterapia motora e respiratória durante a recuperação.

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