Lavajatista fanático, Fachin deveria ser impedido de julgar casos envolvendo Moro. A suspeição é dele

Moro e Fachin

O ministro Edson Fachin, do STF, não tem a mais remota condição de julgar casos envolvendo Lula e a Lava Jato.

Sua entrevista deste sábado à Veja é fruto de uma tentativa desesperada de justificar um apegar a uma operação que, hoje, não pára em pé por excesso de provas.

Fachin já condenou Lula por antecipação. O jurista Pedro Serrano levantou esse ponto na live de hoje do DCMTV (no pé deste artigo).

Não se sabe se por algum rabo preso ou se por confusão mental, Fachin tenta criar uma narrativa moralista.

São frases pomposas e vazias de sentido, mas plenas de significado político e de um tom defensivo.

Em resumo, Lula é culpado e todo aquele que questiona os crimes da República de Curitiba é a favor de ladroeira.

“O momento é de resiliência e resistência. O combate à corrupção e aos delitos penais econômicos não pode parar ou ceder quando aproximado dos porões onde se encontram escondidos sujeitos que, nas palavras do Secretário-geral da ONU, António Guterres, ameaçam o bem-estar de nossa sociedade, o futuro de nossos filhos e a saúde do nosso planeta”, disse.

Acuma??

“O contexto é preocupante: forma-se uma frente ampla contra a democracia e a favor da não apuração nem punição a quem se imputa, no devido processo, a prática de delitos como corrupção, lavagem de direito e organização criminosa”, afirmou.

A cereja desse bolo: “Minha maior preocupação são as eleições de 2022 e a preservação do sistema eleitoral brasileiro. É imprescindível ser democrata e, dentro da ordem democrática, apurar e punir a corrupção”.

Excelência, preocupe-se com o cumprimento da lei e da Constituição, que tal?

A tragédia perpetrada pelo ex-juiz de Curitiba e seus comandados só foi possível com a cumplicidade da mídia e de tribunais superiores.

A Carta Capital mostra mensagens do Telegram liberadas recentemente com uma cooperação estreita entre um assessor do Supremo e integrantes da Lava Jato.

Márcio Schiefler, o nome dele, serviu a Teori Zavascki, relator dos inquéritos, e Edson Fachin. Schiefler orientava a força-tarefa nos despachos enviados à corte e repassava informações.

Não se sabe se Fachin tinha ciência disso.

Vê-se que Fachin perdeu o bonde de recompor o estrago que ele mesmo fez com o amor incondicional aos cruzados paranaenses e vai até o fim, doa a quem doer.

A democracia e o direito não merecem isso. O Brasil não merece isso.

Se Fachin realmente se preocupa com o país, deveria se declarar suspeito de julgar Moro e Lula. Ele tem lado.

Veja abaixo a fala de Serrano a partir de 2h06.

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