
Um empresário investigado na Farra do INSS repassou R$ 33,1 milhões, em apenas seis meses, a uma rede de postos de gasolina no Piauí denunciada por funcionar como “lavanderia” de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme informações da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.
Os pagamentos, feitos entre novembro de 2024 e abril de 2025, colocam no centro das investigações a conexão entre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e um suposto sistema de lavagem de recursos da facção criminosa no setor de combustíveis.
Os valores foram transferidos pela empresa Solução Serv e Tecnologia LTDA para a Pima Energia Cegonha LTDA. A Solução é uma das pessoas jurídicas associadas a Natjo de Lima Pinheiro, que presidiu e foi tesoureiro da Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas (CAAP), entidade apontada como fachada para aplicar descontos não autorizados nos benefícios de aposentados. Já a Pima Energia integra o conjunto de CNPJs ligados à rede de postos HD, no Piauí.
Postos ligados a esquema de lavagem do PCC
A rede de combustíveis foi alvo, em novembro passado, da operação Carbono Oculto 86, conduzida pelas polícias Civil e Militar do Piauí como desdobramento de uma investigação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro do PCC.
Formalmente, a Pima Energia Cegonha LTDA responde pelo posto HD 07, conhecido como Posto Diamante 07, localizado no bairro Santo Antônio, em Teresina. O estabelecimento foi fechado após a operação policial.
O montante transferido em meio ano seria suficiente para comprar cerca de 5,19 milhões de litros de gasolina, considerando o preço médio do combustível na capital piauiense. A quantidade permitiria abastecer entre 7 mil e 8 mil veículos de passeio durante o período.
As movimentações foram identificadas por técnicos da CPMI do INSS e constam em requerimento do relator Alfredo Gaspar (União-AL), que solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da Pima Energia. O pedido foi apresentado na última sexta-feira (20) e ainda aguarda análise.
