
A Aena venceu o leilão da concessão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, com proposta de R$ 2,9 bilhões. O certame foi realizado nesta segunda-feira (30) na B3, com valor mínimo fixado em R$ 932 milhões. A disputa final ocorreu entre três concorrentes, com lances apresentados em viva-voz.
A proposta vencedora superou a da Zurich Airport, que ofertou R$ 2,8 bilhões, e a do consórcio Rio de Janeiro Aeroporto, que apresentou proposta de R$ 1,88 bilhão. Com a vitória, a empresa espanhola passa a ser a única controladora do terminal fluminense.
O contrato prevê o pagamento anual à União equivalente a 20% do faturamento bruto da concessão até 2039. O leilão foi resultado de um acordo aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que estabeleceu novas condições para garantir o equilíbrio econômico-financeiro da concessão.
As regras foram ajustadas com base em contratos mais recentes do setor. A renegociação ocorreu após o antigo operador tentar devolver o aeroporto ao governo em 2022, em meio à queda no fluxo de passageiros durante a pandemia de Covid-19.

O novo modelo prevê a saída da Infraero, que detinha 49% de participação. Os outros 51% estavam sob controle da Vinci Compass e da Changi Airports International, que transferiram a operação à nova concessionária. Com isso, a Aena assume integralmente a gestão do Galeão.
O governo federal projeta aumento no movimento do aeroporto nos próximos anos. A meta é elevar o número de passageiros de 18 milhões para 30 milhões anuais, segundo o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
O Galeão já apresentou crescimento recente após mudanças operacionais no aeroporto Santos Dumont, com transferência de voos desde 2023. No último ano, o terminal registrou 17,8 milhões de passageiros. A Aena é considerada a maior operadora aeroportuária do mundo, com gestão de 80 aeroportos e dois heliportos em cinco países.
No Brasil, a empresa administra 17 aeroportos e responde por cerca de 20% da malha aérea nacional. A companhia iniciou operações no país em 2020, assumindo terminais no Nordeste, e ampliou sua presença em 2023 com a gestão do aeroporto de Congonhas e outros aeroportos em diferentes estados.