Licença-paternidade: o que muda com nova lei sancionada por Lula

Atualizado em 31 de março de 2026 às 15:09
Pai com bebê no colo. Foto: Reprodução

O presidente Lula sancionou, nesta terça (31), o projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil. A partir de 2027, o benefício passará de cinco para 10 dias, até atingir 20 dias em 2029. A medida foi amplamente discutida no Congresso Nacional e visa aproximar as garantias de paternidade às que já existem para a maternidade.

O objetivo é reduzir a burocracia e promover uma maior igualdade de gênero no cuidado com os filhos. A nova regra aplica-se aos pais em casos de nascimento, adoção ou guarda de crianças e adolescentes. A proposta também transforma o salário-paternidade em benefício previdenciário, permitindo que o INSS reembolse as empresas pelo custo do afastamento.

Para o trabalhador, isso significa a manutenção do salário integral ou da média dos últimos seis meses durante o período de licença. A nova lei também estabelece que a licença-paternidade poderá ser estendida em alguns casos. Se a mãe falecer, o pai terá direito ao período completo da licença-maternidade.

Para crianças com deficiência, a licença será aumentada em até um terço, e o mesmo ocorrerá em casos de adoção ou guarda unilateral. A lei também prevê a ampliação do benefício se o parto for antecipado ou se houver internação do recém-nascido.

O presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Casais homoafetivos terão a licença de forma equitativa entre os parceiros, com um podendo usufruir do período da licença-maternidade e o outro da licença-paternidade.

Outra importante mudança é a criação de estabilidade no emprego para os pais durante o período da licença e por até 30 dias após o retorno ao trabalho. Caso o trabalhador seja demitido durante esse período, ele poderá ser reintegrado ou receber uma indenização equivalente ao dobro do valor da remuneração referente ao período de estabilidade.

A nova lei também amplia o acesso ao benefício, que antes estava restrito a trabalhadores com carteira assinada. A partir de agora, autônomos, empregados domésticos, microempreendedores individuais (MEIs) e outros segurados do INSS também terão direito à licença-paternidade.

As empresas participantes do Programa Empresa Cidadã poderão continuar concedendo 15 dias adicionais de licença, mas agora somados aos 20 dias previstos pela lei.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.