
Marlisson Lopes Morais, apontado como chefe do Comando Vermelho em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, foi preso enquanto recebia atendimento médico em um hospital da região após meses foragido da Justiça por condenação por tráfico de drogas. A captura ocorreu na última sexta-feira (13), quando agentes localizaram o suspeito internado sob identidade falsa no Hospital Regional do Cariri (HRC).
De acordo com o Auto de Prisão em Flagrante, Marlisson deu entrada na unidade com pedras nos rins e apresentou um documento falso, utilizando o nome de outra pessoa com antecedentes criminais. Após receberem informações de que um foragido com problemas de saúde poderia estar na região, policiais realizaram buscas em hospitais e identificaram o suposto paciente.
Durante a abordagem, segundo o G1, confirmaram que se tratava do líder do grupo criminoso, que possui antecedentes por homicídios, porte ilegal de arma, tráfico de drogas e participação em organização criminosa.
Além do cumprimento do mandado de prisão referente à condenação de 8 anos e 9 meses por tráfico, Marlisson foi autuado em flagrante por falsidade ideológica. O celular que estava com ele foi apreendido e será periciado.
O suspeito permaneceu detido sob escolta policial no hospital, onde aguarda cirurgia para retirada dos cálculos renais, procedimento considerado necessário antes da transferência ao sistema prisional.

A prisão preventiva foi decretada durante audiência de custódia realizada no sábado (14). Na decisão, a juíza responsável considerou que a medida é necessária para preservar a ordem pública diante da gravidade dos crimes atribuídos ao investigado e de sua posição de liderança na facção.
“Assim deve ser decretada a prisão do investigado, posto que, a sua permanência fora da prisão afetará de certa forma a segurança pessoal dos bons cidadãos desta cidade, ante a probabilidade de que ele continue cometendo crimes dessa natureza, uma vez que já respondeu/responde há vários processos de natureza criminal, e ainda reforçando principalmente que o autuado é apontado como integrante/liderança do Comando Vermelho em Juazeiro do Norte”, afirma trecho da decisão.
A Justiça também autorizou a quebra do sigilo dos dados armazenados no aparelho celular apreendido, medida que pode ajudar a mapear a atuação do grupo criminoso na região e identificar possíveis comparsas.