
Líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, voltou a ser alvo da Justiça nesta quinta (21). O nome dele aparece entre os investigados da Operação Vérnix, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil para apurar um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.
Embora tenha sido expedido um novo mandado de prisão, a medida não altera sua situação atual. Marcola permanece preso desde 19 de julho de 1999. Antes dessa data, ele havia sido detido em três ocasiões e conseguiu fugir em todas, circunstância que levou as autoridades a adotar rígidos protocolos de segurança.
A operação também teve como alvos familiares do criminoso, incluindo um irmão e dois sobrinhos. Entre os investigados está ainda a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa em Barueri, na Grande São Paulo, após retornar de viagem à Itália.

Desde a prisão definitiva, Marcola passou por 19 unidades prisionais estaduais. Em fevereiro de 2019, foi transferido para o sistema penitenciário federal em meio a investigações sobre possíveis ameaças à segurança pública.
Já em 2023, quando estava em um presídio federal de Rondônia, foi novamente transferido após a descoberta de um plano de resgate. Desde então, decisões judiciais têm mantido sua permanência em presídios federais sob regras rígidas de isolamento.
Nascido em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, Marcola se aproximou de integrantes do PCC por meio de Cesar Augusto Roris, o Cesinha, apontado como um dos fundadores da facção. Em 2002, de acordo com as autoridades, assumiu o comando da organização durante uma disputa interna.
Apesar de negar perante a Justiça qualquer posição de liderança no PCC, Marcola acumula condenações que somam mais de 300 anos de prisão por crimes como tráfico de drogas, homicídios e associação criminosa. Em dezembro de 2025, um processo que o incluía entre 161 denunciados por suposta participação na facção foi encerrado por prescrição, sem qualquer efeito sobre as penas que já cumpre.