Lideranças italianas apoiam manifestações contra Bolsonaro do dia 24 de julho

Atos por “Vacina no Braço, Comida no Prato e Fora, Bolsonaro” ocorreram em centenas de cidades no Brasil e no mundo – Paulo Pinto / AFP

Cresce na Itália o apoio aos movimentos sociais e aos partidos de oposição que denunciam no Brasil o desgoverno ao qual a população foi submetida desde o início do governo Bolsonaro. Várias lideranças enviaram mensagens de apoio aos manifestantes que voltaram às ruas para exigir a abertura do processo de impeachment a fim de averiguar as responsabilidades do Presidente na gestão da pandemia, agravando a pobreza e a desigualdade social.

As declarações vindas de organizações da sociedade civil, do mundo sindical e de líderes políticos mostram o consenso transversal sobre a falência do sistema Bolsonaro, incapaz de dar respostas para a crise sanitária e econômica que o Brasil atravessa.

Em nota, o sindicato Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL, em italiano) exprimiu a sua “solidariedade com o movimento sindical e popular brasileiro para a mobilização nacional convocada para o dia 24 de julho em defesa da saúde e do trabalho”.

Outra realidade radicada na cultura italiana, a Associação Recreativa e Cultural Italiana (ARCI), de Savona, também prestou o seu apoio, afirmando que “a gestão negacionista da pandemia de Covid do governo liderado por Bolsonaro acrescentou terríveis sofrimentos à população”.

Apoios também foram recebidos de intelectuais e brasilianistas, bem como de expoentes políticos que assinalam as ameaças à democracia no Brasil. Como salientou Marco Consolo, responsável pela área Internacional e Paz do Partido de Refundação Comunista, “o povo brasileiro merece um governo que enfrente e resolva a crise sanitária, ambiental e social”.

A solideriedade fez-se sentir também da parte de lideranças do Partido da Esquerda Europeia e do partido Artigo Um, que acolheu durante a sua festa nacional, realizada em Bolonha, a partir de 22 de julho, um stand dedicado ao Comitê Italiano Lula Livre. O ex-ministro e líder do partido, Pier Luigi Bersani, declarou que “o mundo inteiro e a Itália também viram o desastre que Bolsonaro causou. Portanto, o mundo inteiro e a Itália também esperam que o grande povo brasileiro mande-o para casa o quanto antes”.

O jornalista Andrea Scanzi, autor do livro “A conjura dos piores”, declarou que o seu conceito sobre Bolsonaro não é de hoje. De fato, é uma das personalidades representada como uma das piores na política mundial atual.

“A defesa da democracia é um dever de todo cidadão”, defendeu pelas redes sociais o Comitê Italiano Lula Livre, que tem realizado dezenas de atividades em prol dos direitos humanos, da justiça, contra a desigualdade e pelos povos originários. Dessa forma, tem angariado o respeito de instituições, movimentos e coletivos na Itália, um país que superou a grave ferida do fascismo por meio de uma Constituição republicana que não admite apologias a sistemas autoritários.

Comitê Italiano Lula Livre

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