Lindbergh aciona PGR por doação milionária de cunhado de Vorcaro a Bolsonaro

Atualizado em 12 de março de 2026 às 20:18
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Foto: Reprodução

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou nesta quinta-feira (12) uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República e na Polícia Federal pedindo a abertura de investigação sobre possíveis irregularidades em doações eleitorais relacionadas ao núcleo empresarial do Banco Master. Com informações do Metrópoles.

O pedido menciona transferências atribuídas ao empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com a representação, os valores teriam sido destinados a campanhas políticas nas eleições de 2022.

Segundo o documento apresentado pelo parlamentar, as doações somariam cerca de R$ 5 milhões e teriam sido direcionadas às campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O deputado solicita que os órgãos responsáveis apurem a origem dos recursos e a regularidade das transferências.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Divulgação

A representação também pede esclarecimentos sobre um suposto depósito de aproximadamente R$ 3 milhões na conta pessoal de Bolsonaro. O valor foi mencionado publicamente pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e aparece citado no documento encaminhado às autoridades.

No pedido encaminhado à PGR e à Polícia Federal, Lindbergh afirma que o caso exige investigação detalhada diante do contexto em que as transferências teriam ocorrido. O núcleo empresarial ligado ao Banco Master é alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de fraude financeira, lavagem de dinheiro e outras práticas ilícitas no sistema bancário.

Ao justificar a solicitação de apuração, o deputado afirmou: “Se recursos ligados ao escândalo do Banco Master foram utilizados para irrigar campanhas ou até contas pessoais de lideranças políticas, estamos diante de algo que pode configurar um dos mais graves esquemas de corrupção e promiscuidade entre dinheiro privado suspeito e poder político dos últimos anos. O Brasil não pode aceitar que estruturas investigadas por fraudes bilionárias tentem comprar influência política. É preciso investigar até as últimas consequências.”

Francine Eustaquio
21 anos. Trabalha no DCM desde 2025. Interessada em política, cultura e temas sociais, dedica-se à produção de conteúdo informativo e otimizado para o público digital. Aprecia leitura, cinema e música, além de explorar novos destinos e experiências gastronômicas nas horas vagas.