
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) comentou na noite desta quarta-feira (18) a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou o corte como insuficiente e afirmou que o Brasil segue com uma das maiores taxas de juros reais do mundo.
Mais cedo, o Copom anunciou o primeiro corte na taxa básica desde maio de 2024. No comunicado, o Banco Central adotou tom cauteloso e não indicou novo corte para a próxima reunião, apontando aumento das incertezas externas e mencionando, entre os fatores de atenção, os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
No texto publicado no X, Lindbergh escreveu: “Frustrante a decisão do Copom de cortar apenas 0,25% na taxa Selic”. Na mesma postagem, afirmou que a justificativa ligada ao cenário internacional já era considerada pelo mercado e declarou que a política monetária “não pode continuar refém do mercado”, defendendo uma redução mais acelerada dos juros.
Frustrante a decisão do Copom de cortar apenas 0,25% na taxa Selic. O Brasil segue com a segunda maior taxa de juros reais do mundo, atrás apenas da Turquia. Sinceramente, parece que é uma conspiração contra o Brasil e o governo do presidente Lula. Nem países que estão em guerra…
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) March 18, 2026
Na sequência da publicação, o deputado afirmou que o país “segue com a segunda maior taxa de juros reais do mundo, atrás apenas da Turquia” e acrescentou: “Sinceramente, parece que é uma conspiração contra o Brasil e o governo do presidente Lula”. Lindbergh também escreveu que “nem países que estão em guerra têm juros reais tão altos”, ao reforçar a crítica ao ritmo adotado pelo Banco Central nesta reunião.
O parlamentar ainda disse que, com a justificativa das incertezas da guerra no Oriente Médio, “o mercado já estava precificando essa queda menor, tentando influenciar o resultado do Copom”, e acrescentou que isso “acabou se transformando numa profecia autorrealizável apenas para seguirem lucrando muito com os juros exorbitantes”. No mesmo comentário, ele afirmou que “não há nenhuma justificativa técnica para o Copom não ter uma política de redução mais acelerada da taxa básica de juros”.
Ao concluir a postagem, Lindbergh declarou que “não temos inflação apenas de demanda, muito pelo contrário” e associou os juros altos ao desempenho da economia. “A economia brasileira está desacelerando por conta desses juros excessivamente altos. Isso é muito grave”, escreveu.