Lindbergh pede à PGR afastamento de André Mendonça do TSE por suspeição

Atualizado em 16 de setembro de 2026 às 18:25
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Reprodução

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, apresentou à Procuradoria-Geral da República uma arguição de suspeição contra o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral. O parlamentar pede o afastamento cautelar do magistrado das funções no TSE durante as eleições de 2026.

O requerimento foi dirigido ao procurador-geral da República em sua atribuição de procurador-geral eleitoral. Lindbergh solicita que Mendonça fique fora do tribunal até a diplomação dos eleitos ou, de forma alternativa, deixe os processos ligados à disputa presidencial.

A representação alega risco de parcialidade partidária e de interferência político-eleitoral na condução de investigações durante o período eleitoral. Para o deputado, os episódios citados comprometem a aparência de imparcialidade exigida de um integrante da Justiça Eleitoral.

Entre os fatos listados está um encontro reservado entre Mendonça e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A petição também questiona o tratamento dado ao sigilo de investigações, que, na avaliação de Lindbergh, acompanharia o calendário eleitoral.

André Mendonça
André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal. Foto: Gustavo Moreno/STF

Petição cita investigação sobre filme e mudanças na Polícia Federal

O documento menciona a divulgação, na semana anterior ao 7 de Setembro, de material que atingia adversários do candidato do PL. Ao mesmo tempo, aponta que permaneceu sob segredo a apuração sobre um repasse de R$ 61 milhões para o filme “Dark Horse”.

Lindbergh também cita o afastamento da direção da Polícia Federal enquanto transcorriam operações relacionadas ao financiamento do filme e ao deputado Cezinha de Madureira. A representação trata a sequência de episódios como possível uso da atividade jurisdicional para influir na disputa presidencial.

A exposição pública de Mendonça durante a mobilização política de 7 de Setembro integra a lista de argumentos apresentada pelo parlamentar. A peça sustenta que esse conjunto de circunstâncias exige o afastamento cautelar para preservar a isenção do tribunal.

O pedido ainda faz referência a uma sessão do Supremo Tribunal Federal em 15 de setembro, quando, segundo a representação, ministros questionaram a condução de investigações por Mendonça e mencionaram possível viés político-eleitoral. Lindbergh afirma que o Código Eleitoral prevê expressamente a suspeição de integrante do TSE por “parcialidade partidária”.

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