
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda (6), a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro após o ex-parlamentar fazer ataques e ameaças ao processo eleitoral. Na semana passada, Eduardo afirmou que denunciaria ao governo dos Estados Unidos eventuais irregularidades de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a corrida presidencial, que envolve as pré-candidaturas de Lula e de Flávio Bolsonaro, seu irmão.
Segundo a coluna de Paulo Cappelli no Metrópoles, Lindbergh argumentou que a fala de Eduardo demonstra que ele “não recuou e segue apostando na mesma estratégia de constranger instituições brasileiras com apoio externo, agora com foco direto no processo eleitoral”.
O petista apontou que a declaração de Eduardo “agrava o quadro, reforça o risco de continuidade da conduta e exige reação firme da Suprema Corte”. Lindbergh ainda pede a adoção de medidas cautelares e o envio do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal para investigar o ex-deputado.
“Não se pode admitir que um réu instrumentalize a fuga para o exterior como plataforma de ataque contra a soberania nacional, o Judiciário e a democracia brasileira”, prosseguiu Lindbergh.

Eduardo voltou a conspirar contra autoridades brasileiras, principalmente o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele afirmou que tem conversado com membros da Casa Branca para denunciar supostas irregularidades no processo eleitoral do Brasil.
Em entrevista, o ex-deputado chegou a dizer que o presidente americano, Donald Trump, poderia sancionar novamente Moraes com a Lei Magnitsky.
“Basta uma conveniência política para o Trump, o secretário Rubio e o secretário Bessent apertarem novamente o botão e voltar a vigorar a Magnitsky contra essas pessoas”, disse Eduardo.