Lobão lamenta informar que não vai mais derrubar Lula e o PT no Conclave de Oslo. Por Paulo Nogueira

Flopou
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Quer rir um pouco nestes dias tão tensos?

Bem, é só se debruçar sobre o Conclave de Oslo, uma reunião que a extrema direita tenta, desesperadamente, colocar de pé.

Por trás dela estão os suspeitos de sempre: Olavo de Carvalho, Lobão e Gentili. Entre os coadjuvantes estão figuras como o ex-cantor e eterno analfabeto político Ciro Pessoa e o jornalista Claudio Tognolli, que a cada 15 dias anuncia ter bombas que vão sacudir a política nacional.

O objetivo número um é denunciar ao universo a “fraude” que foram as eleições brasileiras.

A primeira pergunta é: por que Oslo? Não havia nenhum lugar mais perto para facilitar e baratear o projeto?

É aí que entra o segundo objetivo: torpedear uma possível nomeação de Lula para o Nobel da Paz. Oslo é onde são definidos e anunciados os concorrentes. Na programação estava incluído até um panelaço anti-Lula na ultracivilizada capital da Noruega.

O encontro estava marcado para o dia 27 de junho, mas “coisas estranhas”, conforme disse Lobão num hangout, aconteceram e o projeto foi modificado às pressas.

Por “coisas estranhas” entenda-se o miserável fracasso na arrecadação de fundos para bancar a viagem dos candidatos a participantes, chamados de “guerreiros” por revoltados online nas redes sociais.

A pedida de dinheiro foi pretensiosa: 150 mil reais. O resultado estacionou em 25% da meta.

Vale a pena gastar uns minutos no Kickante, o site da coleta, para gargalhar. Recomendo, particularmente, que se vejam os prêmios para os contribuintes.

Apelos não faltaram entre as estrelas.

Num certo momento, alguém escreveu no Twitter algo mais ou menos assim: “Pessoal, vamos colaborar. RT não resolve nada.” Sim, porque em retuítes a ideia foi um sucesso.

Alguém replicou, triunfal: “É verdade. Decidi colaborar já. Botei 5 dólares.” De cinco em cinco, você chega no máximo à Avenida Noruega, em São Paulo.

As “coisas estranhas”, num hangout de Lobão, incluíam, pelo que ele deu a entender, um problema técnico no próprio hangout.

As vozes dos três participantes ficavam se cruzando por demorados minutos. Era Dilma tramando, ou Lula.

Os “guerreiros”, sem fundos, estão se recolhendo. Lobão anunciou que ficará no Brasil, na retaguarda, uma posição “muito importante”.

Gentili, “confirmadíssimo”, também já avisou que não irá.

O verão de Oslo terá que se virar sem os “guerreiros”.

Na retaguarda, Lobão terá mais tempo de cuidar de outro projeto de vaquinha virtual, um destinado a bancar seu novo disco.

As coisas não estão indo melhor, aí, do que no Conclave de Oslo. Lobão pediu 80 mil reais, e não chegou ainda a um quarto do solicitado.

Caso você queira ajudar Lobão, aqui vai o endereço. Você poderá ter a honra de assistir ao vivo um ensaio, caso colabore com determinada quantia. Terá a oportunidade também de ganhar palhetas.

Lobão, já quase aos 60, lembra um anedota do goleiro Manga, de meio século atrás. Manga foi jogar no Uruguai. Na volta, estava mudo. Não aprendera espanhol, e esquecera o português.

Lobão esqueceu o que é ser músico, e não aprendeu a fazer política.

Só falta ficar mudo, como Manga.

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