Lula aposta em ofensiva para reconquistar eleitorado feminino

Atualizado em 18 de abril de 2026 às 23:53

 

A primeira-dama Janja da Silva e o presidente Lula. Foto: Evaristo Sá/AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou, nos últimos meses, sua agenda voltada às mulheres, em meio à perda de vantagem entre o eleitorado feminino nas pesquisas mais recentes. A movimentação inclui eventos, sanções de leis e anúncios de políticas públicas direcionadas a esse público. Com informações da Folha de S.Paulo.

Desde o início de 2026, Lula participou de mais de dez ações relacionadas ao tema, entre seminários, cerimônias e iniciativas institucionais. Em grande parte desses compromissos, esteve acompanhado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que, segundo auxiliares do Planalto, tem influência direta na ampliação dessa pauta no governo.

O presidente Lula e a primeira-dama Janja. Foto: reprodução

A mudança de estratégia ocorre após resultados de pesquisas indicarem redução da vantagem do presidente entre mulheres. Em março, Lula tinha 50% das intenções de voto nesse grupo contra 37% de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em abril, o cenário passou para 47% a 43%, configurando empate técnico dentro da margem de erro.

Entre as ações recentes, está a realização do Pacto contra o Feminicídio, firmado entre os Três Poderes após a repercussão de casos de violência. O governo também sancionou leis voltadas à proteção de mulheres, incluindo medidas como o uso de tornozeleira eletrônica para agressores e a tipificação do crime de vicaricídio.

Outras iniciativas incluem a atualização do serviço Ligue 180, voltado a denúncias, a criação do Dia Nacional de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio e a regulamentação da profissão de doula. O tema da violência contra mulheres passou a ser recorrente nos discursos presidenciais.

Em um desses episódios, Lula relatou a influência direta da primeira-dama: “Eu acordei domingo para tomar café e no café a Janja começou a chorar. De noite, vendo o Fantástico, a Janja voltou a chorar. Ontem, ela voltou a chorar. E hoje, no avião, ela pediu para mim: ‘Assuma a responsabilidade de uma luta mais dura contra a violência do homem contra a mulher no planeta Terra’”.

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