
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia nomear o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Ministério da Justiça após a rejeição de seu nome ao Supremo Tribunal Federal (STF). A possibilidade é discutida por aliados como forma de preservar o ministro no primeiro escalão e reduzir o desgaste político provocado pela derrota no Senado. Com informações da CNN Brasil.
A pasta é comandada atualmente por Wellington César Lima e Silva, que tomou posse em 15 de janeiro após a saída de Ricardo Lewandowski.
No governo, a avaliação é que a ida de Messias para a Justiça funcionaria como gesto de valorização política. Aliados afirmam que o cargo poderia blindar sua imagem pública, mantê-lo em evidência e preservar o advogado-geral da União para uma eventual nova indicação ao STF no futuro.

Integrantes do Planalto também avaliam que, no comando da Justiça, Messias teria mais interlocução com o Judiciário e poderia trabalhar para reduzir resistências ao seu nome. Nos bastidores, assessores petistas dizem que ele “pagou o preço” por uma derrota política mais ampla do governo.
Messias foi rejeitado pelo plenário do Senado na quarta-feira (29), por 42 votos contrários e 34 favoráveis. A indicação precisava de ao menos 41 votos para ser aprovada. Foi a primeira rejeição de um indicado ao STF em 132 anos, segundo a Agência Senado.
Após o resultado, Messias se reuniu com Lula no Palácio da Alvorada. Ainda no Senado, ele disse à imprensa que “é notório” quem provocou a derrota. A articulação é atribuída por aliados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).