
O presidente Lula conversou por telefone nesta quinta (22) com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, para tratar da situação humanitária na Faixa de Gaza. Segundo o Palácio do Planalto, o diálogo ocorreu no início da tarde e teve como foco as “perspectivas de reconstrução da região”.
“Expressei satisfação quanto ao cessar-fogo obtido em Gaza e consultei o presidente Abbas sobre as perspectivas de reconstrução da região. Reiterei o compromisso brasileiro com a paz no Oriente Médio. Trocamos impressões sobre o plano de paz em curso e acordamos continuar mantendo contato sobre o tema”, disse o presidente.
Conversei hoje ao telefone com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. Expressei satisfação quanto ao cessar-fogo obtido em Gaza e consultei o presidente Abbas sobre as perspectivas de reconstrução da região. Reiterei o compromisso brasileiro com a paz no…
— Lula (@LulaOficial) January 22, 2026
O Itamaraty não informou se o Conselho da Paz anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi tema da conversa. A iniciativa foi lançada durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, e o Brasil figura entre os países convidados.
Segundo interlocutores da diplomacia brasileira ouvidos pelo UOL, “o martelo ainda não foi batido” sobre uma eventual participação do país no conselho. Nos bastidores, porém, há indicação de pouco entusiasmo do governo Lula em aderir ao grupo, especialmente pela liderança exercida por Trump na proposta.
Ao anunciar o conselho, Trump afirmou que o objetivo é deixar Gaza “desmilitarizada, propriamente governada e lindamente reconstruída”. Ele declarou que 59 países estariam comprometidos com a iniciativa, número superior ao divulgado anteriormente pelo próprio governo americano.
Mahmoud Abbas não integra o conselho. Os Estados Unidos não reconhecem a Palestina como Estado, ao contrário do Brasil e da ONU. Entre os líderes que aceitaram participar estão Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu, além de países como Catar, Egito, Marrocos e Indonésia. O Reino Unido sinalizou que não participaria inicialmente, citando preocupação com a presença russa.