Lula defende petróleo na Margem Equatorial e ironiza Trump: “Daqui a pouco acha que é dele”

Atualizado em 18 de maio de 2026 às 19:11
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de investimentos da Petrobras em Paulínia (SP). Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (18) a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na costa do Amapá, e afirmou que o Brasil não pode abrir mão de uma riqueza natural localizada “a quase 500 quilômetros da nossa margem”.

A declaração foi dada durante evento na Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

“Vamos no Amapá tirar o nosso pré-sal da Margem Equatorial”, disse Lula ao defender a exploração da região, alvo de críticas de ambientalistas por riscos de impactos à bacia amazônica em caso de vazamentos.

O presidente reagiu às contestações afirmando que seu governo tem compromisso com a preservação ambiental. “Quando alguém fala que não pode mexer porque a Amazônia… Ninguém tem mais cuidado com a Amazônia que nós”, declarou.

A exploração de petróleo na região, no entanto, divide até aliados do governo. A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva já afirmou que a autorização para pesquisas e exploração deve ser uma decisão técnica do Ibama, e não política.

Lula insistiu que o projeto será conduzido “com a maior responsabilidade do mundo”, mas argumentou que o país não pode deixar de explorar uma riqueza estratégica.

Durante o discurso, o presidente também voltou a provocar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Daqui a pouco o Trump vem e acha que é dele. Ele achou que o Canadá era dele, que a Groenlândia era dele, que o Golfo do México era dele, que o Canal do Panamá era dele. Ele não vai dizer que a Margem Equatorial é dele também?”, ironizou.

Segundo Lula, a exploração do petróleo deverá servir para financiar investimentos e o futuro do país. O discurso ocorreu durante anúncio de investimentos de R$ 37 bilhões da Petrobras em São Paulo até 2030. O governo federal estima a geração de 38 mil empregos diretos e indiretos.

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