Lula detona Globo e pede investigação de campanha sobre crianças passando fome

Atualizado em 6 de novembro de 2026 às 17:38
O presidente Lula. Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) detonou a TV Globo e contestou uma campanha sobre insegurança alimentar apoiada pela emissora, pediu investigação sobre a entidade responsável pela iniciativa e afirmou que pretende provar que o dado divulgado é falso.

Durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética, no Ministério de Minas e Energia, Lula questionou a informação de que 7 milhões de crianças passam fome no país. “Eu quero que você investigue pra saber quem é essa entidade que a Globo tá apoiando. Quem é que tá contando essa mentira?”, disse.

O presidente citou a merenda escolar e os programas federais de combate à fome para rebater a mensagem da campanha. Lula não identificou o nome da organização nem apresentou, na reunião, dados próprios para contestar o número mencionado.

A descrição feita por Lula corresponde a uma iniciativa do Pacto Contra a Fome, lançada em setembro de 2026 com a agência Africa Creative. A campanha fala em 7 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar grave e pergunta: “Você sabe o que vai comer hoje? 7 milhões de brasileiros não”.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) com base em levantamentos do IBGE, o Brasil tem 1,8 milhão de crianças e adolescentes (de 0 a 17 anos) em situação de insegurança alimentar grave.

Dados do IBGE apontam queda da fome em 2024

Na mesma reunião, Lula criticou de forma mais ampla a cobertura jornalística de seu governo. Ele afirmou que veículos de comunicação privilegiam notícias negativas e evitam destacar resultados positivos para não parecerem “chapa branca”.

“Nós temos uma imprensa que talvez seja correto, não tô fazendo juízo de valor, que ela prefere criticar do que elogiar”, declarou o presidente. Em seguida, afirmou: “A gente olha muita futrica e muita notícia ruim, coisa boa não se olha”.

Lula também tratou da situação fiscal. Disse que recebeu as contas públicas com déficit de 2,8% e que o governo encaminha o Orçamento com superávit, sem especificar a qual indicador se referia.

O presidente afirmou que mantém a responsabilidade fiscal, mas rejeitou transferir o custo de ajustes para a população de baixa renda. Ele comparou ainda a dívida brasileira, em relação ao PIB, à de Estados Unidos, França, Japão e Itália e disse que a imprensa não destaca essa diferença.

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