Lula deve boa parte de seu desempenho no Datafolha a Temer e Moro. Por Kiko Nogueira

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Lula deve muito a Michel Temer e a Sérgio Moro pelo desempenho no último Datafolha.

Ao primeiro, por razões óbvias: MT é um fracasso completo em todas as áreas, um desastre ambulante que não entregou a rapadura do golpe e cujo horizonte político é tenebroso.

Fisiológico e acostumado a operar nas sombras, foi um pau mandado pago para destruir, em tempo recorde, a obra dos governos anteriores. Ficou claro que nunca teve projeto algum.

Lula sempre teve.

Sob um massacre, Lula foi de 17% em março até os 25% de hoje, isolado na liderança no primeiro turno.

Megadelatado, Aécio Neves, o Lacerda das Alterosas, saiu de 19% para os atuais 11%. Serra tem 9%, empatado com Jair Bolsonaro.

Marina Silva seria a única capaz de vencer Lula no segundo turno: 43% contra 34%. Mas sua curva é descendente. Em março, tinha 21% das intenções de voto no primeiro turno, que viraram 15%. Tendência de queda.

Marina foi vista pela última vez apoiando o impeachment. Está desaparecida. Não pode ficar assim para sempre, e esse é seu problema.

A Lava Jato fortaleceu Lula, que assumiu uma postura combativa desde o primeiro tiro. Mais de dois anos após iniciadas as investigações, o que Moro e seus homens produziram foi uma tentativa malfadada de colocar Lula no centro de uma “organização criminosa”, a tal orcrim, e fazer uma conta de chegada.

O ápice da cruzada fascistoide de Deltan Dallagnol e seus cometas foi um powerpoint ridicularizado até por membros da igrejinha.

Visto sob a perspectiva da delação de Cláudio Melo Filho, da Odebrecht, que mostra a cúpula do PMDB em seu esplendor, o datashow de Dallagnol fica ainda mais ridículo.

Moro dá sinais evidentes de fadiga de material. Foi obrigado a explicar sua foto com Aécio numa festa da Istoé coalhada de corruptos.

Bateu boca novamente com o advogado de Lula, Juarez Cirino dos Santos, em audiência na segunda, dia 12.

De acordo com o Globo, depois de acusar Cirino de ser “incoveniente”, gritou: “Já foi indeferida sua questão. Já está registrada e o senhor respeite o juízo!”

Se Lula está assim com uma condução coercitiva, imagine-se se Moro decretar sua prisão. No cenário de destruição do estado policialesco que vivemos, Lula vai surgindo como o que seus inimigos jamais esperaram: o pacificador.

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