Lula e Petro conversam e citam “precedente perigoso à paz” após sequestro de Maduro

Atualizado em 8 de janeiro de 2026 às 19:26
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Gustavo Petro. Foto: Gettyimages.ru / Colombian Presidenc

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Gustavo Petro conversaram por telefone na tarde desta quinta-feira (8) para tratar da situação na Venezuela, após o agravamento do cenário regional provocado por bombardeios registrados no país no início do mês.

Durante o diálogo, Lula e Petro manifestaram “grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela”. A avaliação conjunta foi divulgada após o contato entre os dois chefes de Estado.

Segundo os presidentes, as ações militares representam “um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”. Ambos destacaram que o impacto da ofensiva ultrapassa as fronteiras venezuelanas e afeta a estabilidade da América do Sul.

Lula e Petro também afirmaram que qualquer solução para a crise deve ocorrer “exclusivamente por meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano”. Os dois reiteraram oposição a intervenções militares e defenderam o diálogo como caminho para a resolução do conflito.

Nicolás Maduro preso nos EUA. Foto: Star Max/Getty Images

Na conversa, os presidentes saudaram o anúncio feito pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana sobre a libertação de presos, tanto nacionais quanto estrangeiros. O gesto foi mencionado como parte de iniciativas internas no contexto do atual cenário no país.

Lula informou ainda que o Brasil está enviando 40 toneladas de insumos e medicamentos à Venezuela, atendendo a pedido feito por Caracas. Os materiais integram um total de 300 toneladas destinadas à reposição de estoques afetados pelos bombardeios de 3 de janeiro, incluindo soluções para diálise armazenadas em centros de abastecimento. Brasil e Colômbia reafirmaram o compromisso de cooperar pela paz e pela estabilidade na Venezuela, país com o qual ambos mantêm extensas fronteiras.

Leia a íntegra da nota à imprensa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, mantiveram conversa telefônica na tarde desta quinta-feira (8/1) sobre a situação na Venezuela.

Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. E destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional.

Concordaram que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano.

Saudaram, nesse sentido, o anúncio feito na tarde desta quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela de liberação de presos nacionais e estrangeiros.

O presidente Lula informou que, a pedido da Venezuela, está enviando 40 toneladas de insumos e medicamentos, de um total de 300 toneladas já arrecadadas, para reabastecer o estoque de produtos e soluções para diálise que estavam em um centro de abastecimento atingido pelos bombardeios do último dia 3 de janeiro.

Brasil e Colômbia reafirmaram sua intenção de seguir cooperando em prol da paz e da estabilidade na Venezuela, país com o qual compartilham extensas fronteiras. Recordaram nesse contexto, os importantes contingentes de migrantes venezuelanos que têm acolhido nos últimos anos.