“Lula faz história”: The Guardian exalta virada nas eleições em capa de revista semanal

Atualizado em 30 de outubro de 2026 às 10:28
Lula na capa da revista semanal do Guardian. Foto: reprodução

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou a capa da edição desta sexta-feira (30) do Guardian Weekly, publicação semanal internacional do jornal britânico The Guardian. A manchete escolhida foi “Lula faz história”, em referência à virada inédita do petista sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.

Na apresentação da edição, a editora Isobel Montgomery descreve a vitória de Lula como um “triunfo espetacular” e destaca o fato de o brasileiro ter vencido a disputa após terminar o primeiro turno atrás do adversário de extrema-direita. O resultado foi realmente inédito: Lula saiu de 45,16% no primeiro turno para 51,79% no segundo, com 64.256.232 votos, contra 48,21% de Flávio.

A publicação associa o resultado brasileiro a uma reação eleitoral contra forças de direita e líderes autoritários em diferentes partes do mundo. Na mesma edição, o Guardian Weekly também destaca a vitória de uma campanha liderada por estudantes contra Aleksandar Vučić, na Sérvia. Segundo Montgomery, “em uma era em que a direita parece estar em alta no mundo”, reações populares desse tipo são acontecimentos a serem celebrados.

A reportagem de capa sobre o Brasil é assinada pelos jornalistas Tom Phillips e Tiago Rogero. O texto aborda a reação à vitória e procura explicar como Lula conseguiu transformar em triunfo uma eleição que, até o início da apuração no domingo (25), parecia caminhar para outro resultado. A própria edição resume o feito como uma “virada dramática” e destaca suas consequências para a América Latina.

O Guardian reproduz uma declaração do ministro Alexandre Padilha feita na noite da vitória: “É uma vitória enorme — não apenas para o Brasil. É também um sinal importante para o restante da América Latina e para o mundo”.

O jornal também coloca o resultado no contexto da ofensiva política de Donald Trump na região. A comentarista Jordana Timerman observa que o Brasil se tornou uma exceção latino-americana ao conseguir resistir à tentativa do presidente estadunidense de ampliar a hegemonia de Washington sobre o continente.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 32 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.