
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado (24), na Avenida Paulista, em São Paulo, sua agenda de rua antes do segundo turno presidencial. Uma multidão se reuniu na região para acompanhar a passagem do candidato à reeleição, que percorreu parte da avenida em um carro aberto ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da primeira-dama Janja da Silva e de aliados.
A campanha divulgou, por meio do trio elétrico do evento, uma estimativa informal de que 14 quarteirões estavam ocupados. Até as 17h33, porém, não havia um levantamento oficial ou uma contagem independente que confirmasse o número de participantes ou a afirmação de que o ato teria sido o maior da história da Paulista. Antes de embarcar para São Paulo, Lula disse que essa era sua expectativa: “A impressão que eu tenho é que a manifestação será a maior da história da Paulista”.
A concentração começou por volta das 14h, na altura da Alameda Campinas. A previsão inicial era de uma caminhada a partir das 16h, mas a campanha mudou o formato: Lula passaria diante dos apoiadores em uma caminhonete aberta, em um percurso de cerca de 1,2 quilômetro, entre a Alameda Campinas e a região da Rua Haddock Lobo. Um trio elétrico e outro veículo com ministros e parlamentares acompanhariam o trajeto, conforme o planejamento divulgado pela coordenação da campanha.
Entre os políticos presentes estavam Alckmin, o ministro Guilherme Boulos (PSOL), Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB), além de integrantes do governo e parlamentares. Antes da chegada de Lula, Marina e Tebet falaram aos apoiadores. Marina saudou a democracia; Tebet disse que o grupo estava reunido “pelo nosso país, pelo nosso Brasil, pelos nossos filhos e filhos dos nossos filhos”.
Ao chegar, Lula afirmou estar convencido de que vencerá o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em conversa com jornalistas, criticou o adversário e disse: “Jamais imaginei disputar a eleição com um mentiroso, um miliciano, um desqualificado”. O presidente também declarou que Flávio, em sua avaliação, não teria condições políticas, morais e éticas para ocupar a Presidência.
Lula voltou a mencionar o caso de Ana Clara Gomes Machado, menina de cinco anos morta por um disparo de fuzil em 2021, no Rio de Janeiro. Flávio, que é advogado, defendeu o policial acusado de efetuar os disparos. O senador nega responsabilidade no caso; a crítica de Lula foi apresentada durante a fala de campanha.
O presidente também buscou mobilizar eleitores indecisos, quem votou em branco ou nulo e quem não compareceu ao primeiro turno. Em Copacabana, no Rio, onde participou de um ato pela manhã, Lula já havia atacado Flávio e afirmado que os brasileiros enfrentariam uma escolha entre “alguém que beija a bandeira do Brasil e alguém que beija a dos Estados Unidos”, em referência à relação do adversário com o governo de Donald Trump.
O ato na Paulista ocorreu um dia depois do último debate entre Lula e Flávio, transmitido pela TV Globo na sexta-feira (23). Neste domingo (25), os eleitores voltam às urnas para escolher o presidente no segundo turno. A votação será das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
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Incrível! Surreal! Paulista completamente LOTADA neste momento. VAMO VENCER, BRASIL! #ComLulaNaRua#LulaNaPaulista pic.twitter.com/cw7Pt0BprP
— Lázaro Rosa 🇧🇷 (@lazarorosa25) October 24, 2026
AVENIDA PAULISTA LOTADA COM LULA!
vídeo: Daniel Frias / Mídia NINJA pic.twitter.com/RYbzrO9L1G
— Mídia NINJA (@MidiaNINJA) October 24, 2026
Não é nenhum absurdo dizer que teremos mais de 2 MILHÕES de pessoas na avenida paulista hoje com o Lula, né?
E digo mais, independente do que acontecer amanhã, tenho orgulho do que a esquerda fez esse mês!
FIZEMOS HISTÓRIA NAS RUAS! pic.twitter.com/wmQJy6KKcP
— rodriguesˢᶜᶜᵖ (@NJanfren) October 24, 2026