
A rejeição ao presidente Lula (PT) caiu na nova rodada da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19). O percentual dos eleitores que afirmam que não votariam nele “de jeito nenhum” passou de 50,6% em 13 de outubro para 47,8%, uma redução numérica de 2,8 pontos percentuais em uma semana. Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, tem rejeição de 46,8%, praticamente estável em relação aos 47% registrados na rodada anterior.
A queda da resistência a Lula ocorre no mesmo levantamento em que o presidente se reaproxima de Flávio nas intenções de voto para o segundo turno. No potencial de voto, 42,5% afirmam que Lula é o único candidato em quem votariam e outros 7,6% dizem que poderiam escolhê-lo. Para Flávio, esses percentuais são de 41,4% e 8,7%, respectivamente.
Apesar de os índices gerais de rejeição dos dois candidatos estarem próximos, os recortes mostram divisões acentuadas entre diferentes grupos do eleitorado.

Mulheres, jovens e nordestinos rejeitam mais Flávio
A resistência a Flávio é maior entre as mulheres: 52,8% dizem que não votariam nele de jeito nenhum, contra 40,1% entre os homens. Entre os jovens de 16 a 24 anos, a rejeição chega a 51,2%.
A escolaridade também evidencia diferenças. Flávio é rejeitado por 54,6% dos entrevistados com ensino fundamental, enquanto o índice cai para 41,6% entre aqueles com ensino superior.
No recorte religioso, 51,8% dos católicos afirmam que não votariam no senador. A rejeição sobe para 52,8% entre integrantes de outras religiões e atinge 58,9% entre os brasileiros sem religião. Entre os evangélicos, porém, a resistência a Flávio é bem menor, de 32,3%.
A renda reforça esse contraste. Entre quem recebe até um salário mínimo, 53,9% rejeitam Flávio; na faixa de um a dois salários mínimos, são 54,7%. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, o índice cai para 40,2%.
O Nordeste é onde a resistência ao candidato do PL alcança seu maior patamar regional: 62,6%. No Norte/Centro-Oeste, são 38,4%, e no Sul, 36,2%.
Homens, ricos e sulistas rejeitam mais Lula
O perfil da rejeição a Lula apresenta praticamente o movimento inverso. Entre os homens, 55,3% dizem que não votariam no presidente, contra 41,2% das mulheres. Entre os eleitores com ensino superior, o índice chega a 58,1%, enquanto entre aqueles com ensino fundamental é de 37,9%.
A rejeição também cresce conforme a renda. Apenas 32,4% dos que recebem até um salário mínimo descartam Lula. Entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos, o índice sobe para 53,4%, e chega a 57,6% entre quem recebe mais de cinco salários mínimos.
Regionalmente, Lula enfrenta maior resistência no Sul, onde 58,4% dizem que não votariam nele, e no Norte/Centro-Oeste, com 56,2%. No Nordeste, o percentual cai para 28%. Entre os evangélicos, a rejeição ao presidente é de 62,6%, ante 42,7% entre católicos e 38% entre pessoas sem religião.
A Nexus entrevistou 2.002 eleitores entre 16 e 18 de outubro por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.



