Lula cobra “seriedade” fiscal e diz que economia precisa estar arrumada para atrair investimentos

Atualizado em 5 de novembro de 2026 às 19:16
Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (05) que o Brasil precisa demonstrar “seriedade” e responsabilidade fiscal para atrair investimentos. Ele tratou do tema durante reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos. Com informações de Metrópoles.

“Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade. Ninguém vai colocar dinheiro aqui por causa dos belos cabelos do Lula e do [Geraldo] Alckmin”, disse o presidente. Lula afirmou que os investidores buscam benefícios para seus objetivos e retorno financeiro sobre os recursos aplicados.

O presidente declarou que o país precisa manter uma “economia arrumada” para conquistar a confiança de quem pretende investir. “Ninguém vai querer vir fazer investimento numa economia totalmente desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério”, afirmou.

Lula também associou a atração de capital à segurança jurídica e ao cumprimento das regras fiscais. “É por isso que temos que ter responsabilidade jurídica, é por isso que nós temos que ter responsabilidade fiscal, é por isso que a gente não pode brincar de fazer parcerias, de fazer o projeto que nós estamos fazendo”, declarou.

Governo discute alternativas para as contas públicas

Mais cedo, Lula se reuniu com ministros e economistas para discutir saídas para melhorar as contas públicas. O encontro ocorreu em meio à pressão para que o governo apresente medidas capazes de equilibrar o Orçamento.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a reunião não definiu medidas específicas. Ele deve ouvir avaliações técnicas antes de levar propostas ao presidente.

Nos dias anteriores, o mercado reagiu à incerteza fiscal: a bolsa de valores acumulou perda superior a 30 mil pontos, enquanto o dólar, que havia ficado abaixo de R$ 5, alcançou R$ 5,49 na tarde desta quinta-feira (05).

Na quarta-feira (04), o Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a Selic em 13,75%. No comunicado, o colegiado afirmou que acompanha os efeitos da política fiscal sobre a política monetária e os ativos financeiros, com cautela diante de um cenário de maior incerteza.

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